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Sete tendências das redes sociais para 2017

Como é que as redes sociais estão a mudar a forma como as pessoas se relacionam? E qual a melhor forma de fazer negócio no Facebook, Twitter ou Instagram? “Social Media Trends 2017” promete dar resposta a esta e outras questões.

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O algoritmo tira e o algoritmo dá. E por isso é o segredo mais bem escondido de todas as redes sociais. A este misterioso fator, junta-se a imprevisibilidade: «Nas redes sociais tudo muda rapidamente e nem sempre é possível perceber quais serão as evoluções. Até quando uma tendência se mantêm? Basta haver uma mudança do algoritmo para tudo mudar. E por isso não se consegue saber qual o prazo de validade de uma tendência. A questão passa por saber como é que se consegue tirar partido destas mudanças para criar diferenciação, medir o pulso à situação e obter informação em tempo real», explica Carolina Afonso, coordenadora executiva do Curso de Social Media Management do ISEG e uma das autoras do livro “Social Media Trends 2017” (o livro pode ser descarregado gratuitamente)

O livro que acaba de ser editado em formato eletrónico é também assinado por Helena Gonçalves, Elisabete Ferreira, Fábio Rodrigues, Nuno Hipólito, Sandra Alvarez e Vanda Rosário. O “Social Media Trends 2017” pretende fixar para a posteridade algumas das principais tendências nas redes sociais e também fornecer dicas e ferramentas que poderão ajudar a potenciar os negócios numa era em que posts, likes e interações ajudam a vender.

Mais abaixo pode descobrir sete das tendências elencadas em “Social Media Trends 2017” para o ano que aí vem.

  1. Vendas Sociais: Os seus amigos do Facebook influenciam as suas escolhas? Carolina Afonso não tem muitas dúvidas de que entrámos na era do denominado social selling: «As pessoas valorizam cada vez mais as recomendações dos amigos do Facebook».
  2. Inteligência Artificial: Hoje, o Facebook já usa mais de 11 mil chatbots em diversos serviços. Além da capacidade de interação com os utilizadores, estes bots têm em conta o histórico de cada interlocutor que encontram nas redes sociais. «Os diálogos são feitos tendo em conta o contexto. Trata-se de uma forma de humanizar os serviços de apoio ao cliente», explica Carolina Afonso. O uso da Inteligência Artificial que caracteriza os bots tem ainda a vantagem de tirar partido da denominada Internet preditiva, que de acordo com o contexto e a semântica, tenta desenvolver formas de produzir valor para um negócio através das interações com potenciais clientes.
  3. Os Algoritmos Mudam: Os gestores e os marketeers não têm como descobrir a forma de funcionamento de algoritmos das redes sociais – mas devem testar várias estratégias que permitam ter melhores resultados no que toca a ações de divulgação, promoções ou encomendas.
  4. Posts Seletivos: Os internautas publicam cada vez menos nos respetivos “murais” e usam cada vez mais grupos de utilizadores que controlam. Carolina Afonso recorda que esta tendência pode expandir o raio de ação dos chatbots no que toca à informação prestada a potenciais clientes.
  5. CRM Social: As plataformas de CRM sempre tiveram em conta os dados dos clientes e das transações que levaram a cabo no passado. Com as redes sociais, as plataformas de CRM passam a integrar a informação e as interações que os respetivos clientes vão produzindo nas redes sociais. «O foco passa a incidir nas interações e na capacidade de influência de cada utilizador», acrescenta Carolina Afonso.
  6. Redes Móveis: Em Portugal, há 5,2 milhões de utilizadores mensais no Facebook. Os estudos revelam também que quatro milhões acedem à maior das redes sociais através do telemóvel. Em média, 65% do trajeto que um consumidor faz nas redes sociais em torno de um produto ou de um tema é feito em telemóvel. Carolina Afonso realça a importância da «adaptação dos conteúdos aos dispositivos móveis».
  7. O Vídeo a Crescer: O vídeo não para de crescer em termos de preferências e interações. No início imperou a lógica da TV, que nem sempre produzia o efeito desejado quando transposta para a Internet, mas nos últimos tempos esse formato tem vindo a ceder espaço a outros que poderão ser mais bem-sucedidos. «É necessário adaptar os formatos a várias linguagens, que variam consoante as plataformas, a fim de garantir a interação com os internautas», conclui Carolina Afonso.

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