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Sites vítimas de hackers crescem 32%

DAMIEN MEYER / Getty Images

Os dados da Google são referentes ao ano passado, mas as perspetivas de futuro são ainda piores. Na maioria dos casos, os administradores nem se apercebem que as páginas foram infetadas.

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

A Google divulgou os resultados de um estudo sobre segurança na Internet em 2016 e o panorama não é animador. Segundo a empresa, houve mais 32% de sites vítimas de hacking no ano passado do que em 2015 e a maioria dos administradores destas páginas nem chegou a ter noção do sucedido.

Citado pela ZDNet, o estudo refere igualmente que esta tendência deverá acentuar-se no futuro: «À medida que os hackers se tornam mais agressivos e mais sites ficam desatualizados, os hackers continuarão a capitalizar através da infeção de mais sites.»

Refira-se que a Google recorre à tecnologia Safe Browsing para avisar os utilizadores de Chrome e Google Search que a visita a um determinado site pode ser perigosa já que, por exemplo, a página pode estar a redirecionar os internautas para outras de conteúdo dúbio. Os avisos permanecem até que o site deixe de estar infetado, o que pode traduzir-se numa queda do tráfego.

A Google Search Console é a ferramenta de eleição que a empresa usa para avisar os administradores de potenciais problemas e os dados referem que 84% daqueles administradores que se candidatam a uma reconsideração conseguem mesmo eliminar os problemas dos sites. Contudo, 61% dos donos de páginas que foram vítimas de hacking nem chegam a saber que foram identificados como infetados porque os seus sites não foram verificados com a Search Console.

A Google alerta que é sempre melhor tomar medidas preventivas em vez de ter de lidar com as consequências e oferece alguns conselhos básicos: impedir que os utilizadores criem palavras-chave fracas; usar HTTPS para páginas de login; e não deixar que utilizadores não identificados possam carregar ficheiros.

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