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Ataque via CCleaner é pior do que se suspeitava

Esta semana soubemos que os servidores da Piriform foram atacados e estiveram a distribuir código malicioso em conjunto com o download legítimo do CCleaner. Agora, há evidências de que este ataque visava as grandes tecnológicas.

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Exame Informática

Há provas que mostram que o malware via CCleaner infetou 20 computadores de uma lista selecionada de grandes tecnológicas como HTC, Samsung, Sony, VMWare, Intel, Cisco ou Microsoft. A empresa de segurança Talos estima que tenham sido infetadas mais de 700 mil máquinas e a backdoor esteve ativa durante 31 dias, pelo que a Avast calcula que o número de infetados esteja, pelo menos, na casa das centenas, noticia o ArsTechnica.

A fase crítica do ataque terá acontecido entre 12 e 16 de setembro, quando foram atacados 20 computadores de grandes empresas tecnológicas. Nesta fase, os atacantes mudaram de método, aplicando um código complexo, dissimulado e que usa truques anti-debugging e anti-emulação para se esconder ainda mais. Um investigador da Talos explicou que o código tem uma fase “sem ficheiros”, onde o malware é injetado diretamente na memória do computador, sem ter de ser escrito no disco, o que dificulta a sua deteção e remoção.

O ataque foi descarregado nas máquinas com Windows 32 bits, nas versões CCleaner 5.33.6162 ou CCleaner Cloud 1.07.3191 e a equipa da Talos sugere mesmo formatar o disco rígido no caso de estar no lote das vítimas, uma vez que ainda não provas suficientes de que desinstalar a versão do programa seja suficiente para eliminar a ameaça.

Ainda não há evidências de quem possa estar por trás deste ataque, embora alguns investigadores apontem para grupos chineses porque os servidores de comandos aparentavam estar configurados com a hora de Pequim.

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