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Ataques informáticos: Empresas portuguesas sofrem prejuízo de milhares de euros

Imagem representativa de um pirata informático

seksan Mongkhonkhamsao

Os investigadores acreditam que os ataques informática que estão a lesar empresas tecnológicas portuguesas sejam originários de Inglaterra e da Indonésia e que sejam possivelmente encomendados por terceiros. O prejuízo já rondará os milhares de euros

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Francisco Garcia

Estão a ser investigados centenas de casos de ataques informáticos a empresas tecnológicas portuguesas. As autoridades portuguesas têm estado a par da situação, que começou há aproximadamente um mês e meio, estimando que o prejuízo atinja a ordem dos milhares de euros. De acordo com o JN, a empresa Castro Eletrónica, de Santa Maria da Feira, é uma das principais vítimas desta série de crimes cibernéticos

Ao mesmo jornal, Tomás Matos, responsável pela LVEngines, uma empresa de sites e programação, contou que cerca de 600 dos seus clientes tiveram prejuízos derivados dos ataques informáticos. «São ataques provenientes da Inglaterra e Indonésia, mas podem ser encomendados por alguém em Portugal», contou, dizendo que os ataques se materializam quando são feitos muitos pedidos em simultâneo num site, levando os servidores a não terem capacidade de resposta.

Embora o responsável da empresa tenha dito ao JN que a sua empresa já tomou um conjunto de medidas de prevenção, afirmou que os ataques têm continuado, nomeadamente, na passada terça-feira o alvo foi a Castro Eletrónica. «Esta empresa é a principal visada pelos ataques. Recebi um SMS na semana passada a avisar que iam ser atacados o que veio a acontecer», concluiu, afirmando já ter dado conta da ocorrência à Polícia Judiciária.

Filipe Castro, representante da Castro Eletrónica, disse também ao JN que a empresa está «a ter cerca de 50 mil euros diários de prejuízos», dado que o site está bloqueado e não é permitido aos clientes fazerem encomendas. «É alguém que quer impedir o nosso crescimento», concluiu, referindo que as projeções indicam que a empresa pode atingir os 10 milhões de euros de faturação, em 2019.

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