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Descoberta base de dados chinesa com informações sobre mais de 1,8 milhões de mulheres

Mulher chinesa no metro

d3sign

Desde o número de telefone, idade, sexo, morada, estado civil e capacidade para reproduzir, esta base de dados está a causar polémica pela forma como põe em causa a privacidade das mulheres chinesas

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Francisco Garcia

Foi descoberta uma base de dados na China que contém a informação de mais de 1.8 milhões de mulheres. O autor da descoberta foi Victor Gevers, um analista que trabalha na GDI.Foundation, que publicou na sua conta oficial de Twitter algumas imagens das páginas que continham pormenores sobre a vida pessoal de várias mulheres, inclusive o número de telefone, idade, sexo, morada e o estado de “prontidão para reproduzir”.

Segundo o The Guardian, ainda não se apurou o verdadeiro significado da secção relativa à reprodução, no entanto esta pode referir-se a mulheres que tenham já filhos ou que estejam em idade fértil. É também explicado que a média de idades das mulheres ronda os 32 anos de idade, embora a rapariga mais nova que se encontrava nesta lista tivesse 15 anos. É uma situação alarmante em vários sentidos, pois esta base de dados oferece informação sobre o estado civil destas mulheres e ainda links para os seus perfis pessoais de Facebook.

O jornal inglês aponta que, embora a base de dados já tenha sido fechada, a situação pode ser mais grave do que se imagina, na medida em que o governo chinês tem mostrado estar preocupado com as taxas de natalidade, que se encontram atualmente em queda. Algumas pessoas na internet comparam esta situação à série televisiva (com origem num livro) Handmaid’s Tale pelo receio de quão longe o governo chinês pode levar as suas ações para encorajar as mulheres a terem filhos.

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