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Facebook diz que o vídeo original do tiroteio na Nova Zelândia foi visto 4000 vezes antes de ser apagado

Memorial dos atentados na Nova Zelândia

DAVID MOIR - Getty Images

O vídeo foi mais tarde republicado um milhão e meio de vezes no Facebook, mas a rede social garante que eliminou todas estas publicações.

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Francisco Garcia

Na passada segunda-feira, o vice-presidente da Facebook, Chris Sonderby, divulgou num comunicado de imprensa que, ao todo, o vídeo do ataque às mesquitas neozelandesas foi reproduzido aproximadamente 4000 vezes antes de ser apagado da plataforma da rede social. Só passados 29 minutos do início do streaming é que chegou o primeiro alerta dos utilizadores.

O vice-presidente da Facebook tornou estes dados públicos, um dia após a rede social ter anunciado que removeu um milhão e meio de vídeos da sua plataforma nas 24 horas que se seguiram ao ataque, dos quais 1.2 milhões foram travados em fase de upload e cerca de 300 mil chegaram a estar na plataforma e puderam ser vistos.

Embora a Facebook tenha tentado colmatar os danos da disseminação do vídeo, esta situação vem agravar o lado mau das redes sociais, na medida em que estas facilitam a partilha de conteúdos, quer sejam para bons, ou maus fins – neste caso, o Facebook Live foi o meio escolhido para dar voz a ideologias perigosas e para publicitar uma mensagem de ódio, com a qual a rede social não quer, nem está, associada.

«Este incidente destaca a importância de haver uma maior união de forças entre membros da indústria, no que respeita a travar ações de terrorismo e de extremismo que possam operar a partir da Internet», concluiu Sonderby, sabendo que outras plataformas, como a YouTube, passaram pelo mesmo processo de eliminação de conteúdos sensíveis. Em muitos casos os utilizadores utilizaram marcas de água ou alteraram o tamanho dos ficheiros de forma a evitarem que os vídeos fossem identificados facilmente pelas plataformas.

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