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Facebook admite ter recolhido 1,5 milhões de endereços de email sem autorização

Dan Kitwood, Getty Images

Alguns dos utilizadores que se registaram no Facebook entre maio de 2016 e o mês passado forneceram o seu endereço de email e essa informação ficou armazenada, sem o seu consentimento.

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Exame Informática

Os endereços de email de alguns novos utilizadores do Facebook foram «carregados sem intenção», explica um porta-voz da rede social. Entre maio de 2016 e o mês passado, foi pedido aos novos utilizadores a verificação do seu endereço de email e este dado de contacto de alguns foi importado para o sistema do Facebook, sem que tenha havido um consentimento prévio. Segundo o Business Insider, o Facebook armazenou mais de 1,5 milhões de endereços de email durante este período. A empresa admite que os dados foram carregados, explica que não foram partilhados com ninguém e revela ainda que está em processo de os apagar dos seus registos. Por último, a empresa de Zuckerberg alega que já resolveu o problema de base que levou a esta situação.

Tudo acontecia quando era pedido aos novos utilizadores que indicassem o seu endereço de email. Geralmente, os serviços online enviam um email de verificação com um link onde o utilizador tem de carregar para confirmar que detem essa conta. No caso do Facebook, era pedida a password de acesso: «Para continuar a usar o Facebook, tem de confirmar o seu endereço de email», explicava a mensagem. Por baixo de um botão “Precisa de Ajuda”, estava a opção de fazer o processo de forma tradicional, com o envio de uma hiperligação ou de um código para o telefone. Em maio de 2016, a indicação de que a password do email e o endereço seriam armazenados foi retirada do site, fazendo com que todas as recolhas feitas posteriormente o tenham sido sem autorização ou conhecimento.

A rede social liderada por Mark Zuckerberg não tem um responsável de segurança desde agosto do ano passado e tem estado envolvida em diferentes polémicas de segurança e privacidade nos últimos tempos. Desta vez, a empresa afirma estar a notificar todos os utilizadores afetados por esta recolha indevida.

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