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Queixas dos portugueses nas compras online disparam 70%

Associação de defesa do consumidor (DECO) pede que seja criada legislação em Portugal que responsabilize marketplaces

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O Portal da Queixa registou, entre janeiro e julho, 903 reclamações de consumidores relativas a compras online, número que representa uma subida de 70% em comparação com igual período de 2018. Falhas nas entregas, envio de produtos diferentes dos que são mostrados nos sites e problemas nas devoluções são as queixas mais comuns.

Os dados, revelados pelo Jornal de Notícias, colocam a Worten como a empresa com maior número de queixas, seguida da Fnac.

Paulo Fonseca, coordenador do departamento jurídico e económico da DECO, diz que o aumento de queixas nas compras online está relacionado com o aumento de popularidade do conceito de marketplaces – no qual uma plataforma funciona de intermediário de venda de várias empresas.

«Todo o processo de compra é via plataforma, toda a mediação da venda é feita por ali, no entanto dizem (nas condições gerais) que nada têm a ver com a compra e que a responsabilidade é do vendedor», referiu o porta-voz da associação de defesa do consumidor.

A este pretexto, a DECO quer que seja criada legislação específica que proteja os consumidores em compras online feitas através de marketplaces. «Queremos que o legislador português crie essa responsabilidade. O consumidor precisa de novas garantias neste modelo de negócio», defendeu Paulo Fonseca.

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