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Mark Zuckerberg vai discursar em direto sobre a liberdade de expressão

Samuel Corum - Getty Images

O discurso será feito esta quinta-feira às 18 horas de Portugal continental e acontece numa altura em que a rede social está sob fogo em várias frentes no que concerne às suas intenções sobre matérias de direitos digitais

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Francisco JM Garcia

Mark Zuckerberg disse numa publicação de Facebook, a rede social da qual é diretor-executivo, que vai discursar sobre a liberdade de expressão esta quinta-feira e planeia transmitir o acontecimento em direto via streaming. Na publicação, Zuckerberg diz que «estas são as considerações mais sinceras» que escreveu sobre a sua visão e diz «acreditar que ter voz é importante».

O CEO da rede social refere-se também aos «desafios que existem numa Internet mais livre», bem como às «grandes ameaças à liberdade de expressão que existem no mundo». O seu discurso pode, pelo menos, esclarecer melhor algumas das últimas “jogadas” de Zuckerberg no que concerne a matérias de privacidade dos utilizadores e, por consequência, também da Facebook.

Recorde-se que, no início do mês, as instituições europeias quiseram imputar novas regras que obrigam a Facebook a vedar o acesso a conteúdos ilegais em todo mundo. Uma decisão que fez algumas instituições focadas na proteção dos direitos de liberdade de expressão reagirem e apelarem ao reforço dos direitos digitais.

Para se defender, a rede social sublinhou que o seu papel não é monitorizar, interpretar e/ou remover comentários que possam ser ilegais e que não respeitem a legislação de determinados países. Aliás, a Facebook refere que espera que as instituições europeias e outros órgãos jurídicos «tenham uma abordagem ponderada», para evitar que sejam cometidos atentados contra a liberdade de expressão.

Em maio deste ano, Mark Zuckerberg e Emmanuel Macron reuniram-se para discutir um conjunto de medidas de prevenção contra a disseminação do discurso de ódio na Internet, nomeadamente, na identificação de autores dos discursos e combate à propagação informação falsa. Com responsabilidade acrescida perante o governo francês, a Facebook comprometeu-se ainda a divulgar dados que permitam à justiça gaulesa controlar melhor a atividade de movimentos extremistas.

De acordo com a publicação Engadget, o discurso de Zuckerberg surge após as recentes críticas feitas pela senadora americana Elizabeth Warren e por outros membros do governo americano ao facto de a Facebook ter-se recusado a remover um anúncio pró-Trump que alegadamente continha falsidades sobre Joe Biden.

O discurso será transmitido hoje pelas 18 horas de Portugal e, curiosamente, o vai acontecer na mesma semana em que Mark Zuckerberg foi fortemente criticado pela comunicação social americana por ter jantado com algumas figuras da ala conservadora da política americana.

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