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Google garantiu acesso a dados clínicos de milhões de americanos sem ter de pedir autorização

O acordo atribui a 150 profissionais da Google o poder de consulta de dados relacionados com diagnósticos, análises clínicas, internamentos, além dos dados pessoais que ajudam a descrever os pacientes abrangidos pelos planos de saúde da Ascension em 2600 hospitais americanos

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A Google e a Ascension assinaram um acordo que dá acesso aos dados clínicos de milhões de subscritores do segundo maior sistema de saúde americano. A notícia, avançada pelo Wall Street Journal, revela ainda que o denominado Projeto Nigthingale deu à Google o acesso privilegiado aos dados clínicos sem ter de solicitar a autorização prévia junto dos donos desses dados.

O acordo atribui a 150 profissionais da Google o poder de consulta de dados relacionados com diagnósticos, análises clínicas, internamentos, além dos dados pessoais que ajudam a descrever os pacientes abrangidos pelos planos de saúde da Ascension em 2600 hospitais americanos. Através do acesso ao repositório de informação, a Google pretende criar uma nova ferramenta baseada em Inteligência Artificial, que poderá vir a ser comercializada junto de hospitais, laboratórios e consultórios que com o propósito de garantir maior precisão nas pesquisas especializadas em dados de saúde.

Apesar da potencial polémica, tudo leva a crer que o acordo poderá estar em consonância com a legislação em vigor nos EUA. De acordo com o Wall Street Journal, o acordo respeita o Ato de Reponsabilidade e Portabilidade dos Seguros de Saúde (HIIPA) que, desde em 1996, permite que os hospitais partilhem dados com terceiros sem sequer notificarem os pacientes. Esta legislação apenas exige que acordos como o da Google e da Ascension respeitem os propósitos que levaram à recolha dos dados – ou seja, a melhoria da prestação dos cuidados de saúde.

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