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Acabaram-se os números IPv4 na Europa. Já há uma lista de espera a crescer

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Depois da entrega do último bloco com um total de 1.022 endereços, as entidades que pretendam ter mais endereços terão de provar não receberam endereços geridos pela RIPE no passado

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O último bloco de números da Quarta Versão do Protocolo Internet (IPv4) que estava disponível para a Europa foi entregue durante a tarde de segunda-feira – e esse terá sido o momento oficial do esgotamento dos números que suportam os diferentes endereços e acessos à Net no "velho continente". As entidades que solicitarem à Rede de IP Europeia (RIPE, na sigla em francês) um endereço em IPv4 terão de ir para uma lista de espera.

Depois da entrega do último bloco com um total de 1.022 endereços, as entidades que pretendam ter mais endereços em IPv4 terão de provar que não receberam da RIPE endereços IP desta versão 4 nos últimos tempos. Caso aceite, cada um destes pedidos que se encontram em lista de espera só deverá receber um máximo de 256 endereços – mas, por questões técnicas, só 253 destes ficarão disponíveis para uso no dia-a-dia, explica o Ars Technica.

Para as entidades que pretendam conectar mais de 253 dispositivos com um IP único e intransmissível (os números de IP são, na maioria, dinâmicos, e vão passando de utilizador em utilizador à medida que as sessões são encerradas) restam apenas duas opções: uma que passa por criar diferentes derivações suportadas por cada um dos números de IP ou, o que poderá revelar-se mais avisado, tomar as medidas para migrar para a Versão 6 do Protocolo de Internet (IPv6). Esta última opção será, de resto, a preferida por entidades como a RIPE que têm vindo a promover a migração de protocolo deste o lançamento oficial do IPv6, em 2012.

O esgotamento de números de IP pode ser considerado uma dificuldade acrescida para operadores de telecomunicações, empresas que prestam serviços na Internet, marcas especializadas em armazenamento de dados e processamento a pedido e outras funcionalidades típicas de cloud computing - mas não serão propriamente uma cibercatástrofe. Há muito que se sabe que os números IP de IPv4 estão à beira do esgotamento, devido ao crescimento do número de internautas e dispositivos ligados à Net.

A aposta no IPv6 pretende acautelar esse crescimento com a disponibilização de 340 milhões de deciliões de novos números de IP (o número impronunciável por ser tão extenso é: 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456). Além de ser um número suficiente para atribuir um número de IP fixo e imutável a cada dispositivo conectado, a IPv4 permite funcionalidades acrescidas de segurança que têm por base um sufixo de identificação da rede e outro que permite identificar o gestor daqueles números de IP.

Apesar de já ter tido o lançamento oficial há sete anos, a IPv6 tem feito um caminho moroso para se impor: segundo dados da Google, apenas cerca de 30% dos acessos à Net de hoje correm na versão 6 do Portocolo Internet.

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