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Slice IN!: conseguirá este jogo ser o mais viciante de Portugal?

Hugo Séneca

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O jogo Slice IN! tem um argumento básico, um design tosco e recursos técnicos limitados. E é por tudo isto que a Bica Studios acredita que pode ser um sucesso. Afinal, quem é que não gosta de uma bela fatia de piza?

Hugo Séneca

Com quantas fatias se faz uma piza? Nuno Folhadela, líder da Bica Studios, dá a resposta: «já houve aqui quem conseguisse 83 fatias». A Bica Studios produz jogos – e não pizas – e, ao contrário do que possa parecer, está apostada em fazer com que o recorde interno da piza de 83 fatias seja superado rapidamente. Hoje, qualquer utilizador já pode testar os dotes da divisão de pizas em fatias: basta ter um dispositivo Android e descarregar o jogo Slice IN! na Play, da Google. O jogo é grátis.

Slice IN! não tem pretensões a megaprodução. Se fosse um filme, estaria no grupo dos low budget com pretensões a sucesso de bilheteira. Um pouco como o Blair Witch Project terá sido no final dos anos 1990. Mas como é um jogo, o termo de comparação tem de ser outro. «A ideia era criar um jogo de design minimalista, que não fosse necessário explicar nada para que a pessoa perceba o que tem de fazer. Ao mesmo tempo pretende-se instigar o lado competitivo das pessoas. Segue mais ou menos a lógica do Flappy Bird», acrescenta Nuno Folhadela.

Flappy Bird tinha tanto de irritante como de viciante: facilmente o tal passarinho acabava esmagado contra um qualquer obstáculo. O Slice IN! também segue um argumento que pode ser descrito numa frase: o grau de dificuldade varia em crescendo, à medida que a piza roda e o jogador tem um maior número de fatias de piza para encaixar nos diversos espaços livres que lhe aparecem pela frente.

Para que não restem mesmo dúvidas, Nuno Folhadela admite que aquele não é um título com recursos técnicos de grande complexidade e guiões imbricados, mas é um jogo que tem na música um elemento fulcral. A piza que serve de peça central vai rodando ao ritmo de uma banda sonora, que vai mudando semana a semana. Hoje, dia de estreia, o jogo conta com um tema com a assinatura de DJ Daino, mas, no futuro, as sonoridades do Slice IN! podem evoluir. «É um projeto muito musical. Se este conceito funcionar, poderá ser usado para promover novos trabalhos de bandas de música», refere Nuno Folhadela.

Em todo o mundo, as mães são conhecidas pelas restrições que aplicam ao abuso de pizas das respetivas crianças, mas entre as progenitoras da equipa da Bica Studios essa problemática não se colocou. «Este jogo passou o mum test», lembra o líder da Bica Studios, numa alusão ao teste de jogabilidade que costuma ser feito junto dos segmentos de adultos que não têm de ser obrigatoriamente virtuosos dos videojogos.

Superado o teste da mamã, chegou a hora do teste na comunidade: a versão de contornos experimentais do Slice IN! ficou hoje disponível para download (na próxima semana deverá ser lançada uma versão para iOS). A versão definitiva ainda poderá demorar um mês a ser lançada. «Queremos receber o feedback das pessoas. Quando verificarmos que está perfeito, lançamos o jogo para Espanha, Portugal e América Latina», informa Nuno Folhadela.

Tanto a versão experimental como a definitiva serão grátis. Nuno Folhadela recorda que os jogos simples funcionam com base nas audiências – e na inserção da publicidade. E o argumento do jogo reflete esse posicionamento. «Uma pessoa começa com três vidas. Mas pode sempre acrescentar mais uma vida se aceitar ver um vídeo com um anúncio. No fundo é como nas máquinas de arcada dos anos 1980: Tínhamos de meter mais uma chapa para continuar a jogar. Só que neste tipo de jogos a chapa é um anúncio».

Veja o jogo a funcionar, num vídeo produzido pela Bica Studios.

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