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World of Warcraft Classic: Como um jogo com 15 anos atrai milhões de jogadores

Em 2013, o atual presidente da Blizzard negou a possibilidade de virem a existir servidores exclusivamente dedicados a versões antigas do jogo. Após quinze anos do lançamento da versão original de World of Warcraft, o sonho de muitos jogadores da versão vanilla concretizou-se

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Francisco JM Garcia

A Blizzard, a empresa de jogos norte-americana mais conhecida por títulos como Warcraft, Starcraft e Diablo, lançou esta semana o World of Warcraft Classic, o jogo que pretende recriar fielmente a magia da versão original da série World of Warcraft. No dia de estreia, a plataforma de streaming Twitch registou cerca de 1,1 milhões de espetadores a assistirem a transmissões diretas do jogo.

Desde que o jogo original foi lançado em 2004, algumas características têm vindo a mudar, nomeadamente, a mecânica, história, estética, estilo, bem como a comunidade de jogadores - algo que fez com que muitos fãs deste MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Playing Game) tenham pedido que a Blizzard recuperasse algumas das características nucleares dos primeiros anos de existência do jogo.

Tal como recorda a publicação Forbes, J. Allen Brack, o atual presidente da Blizzard, disse durante uma conferência em 2013 que o jogo não iria ter servidores onde os jogadores pudessem jogar expansões anteriores, por considerar que uma versão “clássica” do jogo não teria sucesso comercial.

Não podia estar mais enganado. Aliás, desde que o jogo foi lançado tem-se vindo a assistir a uma enchente de utilizadores que tentam aceder aos servidores e que acabam por ficar numa espécie de “fila de espera” para poderem de facto tomar o gosto à aventura no seu estado “clássico”, como indica o nome.

Pelo menos, a Blizzard teve o cuidado de tentar distribuir os jogadores por alguns dos servidores menos populosos para evitar uma sobrecarga do sistema – algo que aconteceu no momento do lançamento da versão original do jogo, em que foram registados tanto problemas de login como falhas de servidor, embora agora existam já ferramentas mais sofisticadas para evitar problemas desta natureza.

Uma das características que melhorou foi a nível das batalhas entre jogadores, ou PVP (Player vs. Player), na medida em que um confronto que envolva um elevado número de “WoWers” não vai abalar a estabilidade do servidor. Um exemplo prático de zonas em que o problema se verificava é a região entre Southshore e Tarren Mill, procurada regularmente para combates PVP.

A Blizzard preocupou-se ainda em polir alguns aspetos no que concerne à performance dos servidores, nomeadamente, instalou um maior número de canais de comunicação que permitem uma maior interligação entre o jogo e outras plataformas (Discord, streaming, redes sociais).

Talvez por terem reforçado o fator da sobrevivência, o World of Warcraft Classic está levar a uma maior cooperação e interação entre jogadores para completar missões e evoluir as personagens. Algo que com o lançar das expansões mais recentes se tornou progressivamente menos comum, uma vez que a dificuldade em progredir no jogo reduziu e o processo de evolução de uma personagem se tornou mais rápido com itens que atribuem mais experiência ao completar missões e matar monstros.

Tal como na versão original de 2004, o investimento que um jogador tem de fazer para conseguir progredir é muito maior comparativamente ao jogo com a expansão mais recente, Battle for Azeroth (2018). Mas uma coisa é certa: a Blizzard conseguiu restabelecer a necessidade de jogar em grupo e de haver comunicação entre jogadores para a experiência do jogo ser mais completa.

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