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Site do presidente da Geórgia alojado nos EUA

Estónia e Polónia estão a ajudar a Geórgia na ciberguerra que corre paralela aos bombardeamentos que tiveram lugar na província da Ossétia do Sul e na capital Tbilissi.

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Site do presidente da Geórgia alojado nos EUA

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Mas a protecção face aos ataques cibernéticos que alegadamente tiveram origem na Rússia não se confinaram aos apoios oficiais. Nino Doijashvili, dono da Tulip Systems e emigrante georgiano nos EUA que estava a passar férias na terra natal quando a guerra teve início, propôs ao gabinete da presidência o alojamento do site do chefe de estado nos EUA – mais precisamente na Tulip Systems, uma empresa especializada em alojamento de sites com sede no Estado de Atalanta, informa a Associated Press. Com esta ajuda, o site da presidência georgiana voltou a ficar operacional. A transferência do site presidencial georgiano para terras do Tio Sam confirma que a luta pela soberania já se estende ao espaço virtual, mas não esconde os estragos causados pelos múltiplos ataques de botnets e congestionamento de conexões. Desde que a guerra teve início, as redes, sites e infra-estruturas de comunicações georgianas têm sido atacadas insistentemente por piratas ou especialistas alegadamente russos. O site do parlamento geogiano passou a alojar uma foto de Adolf Hitler e o site do presidente Mikheil Saakashvili esteve inoperacional desde o início da guerra. Outros vizinhos da Rússia já começaram a dar apoio ao pequeno estado Georgiano. A Estónia mandou dois especialistas na protecção de redes informáticas para Tbilissi e forneceu alojamento ao fustigado site do ministério dos negócios estrangeiros georgiano. A Polónia reservou na página do presidente um espaço para as notícias da guerra na Geórgia. Estes apoios não são totalmente “inocentes”: por mais de uma vez, Rússia, Polónia e Estónia cruzaram-se ao longo da história, com episódios pouco felizes. Com a chegada da Internet, os ataques originários da Rússia contra Estónia, Lituânia, e Polónia tornaram-se regulares. O presidente russo, Dmitry Medvedev, já ordenou ao exército o fim dos bombardeamentos na Geórgia. Resta saber se a ciberguerra também conhece tréguas.

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