CNPD vai analisar se ACAPOR recolheu ilegalmente números de IP - Exame Informática

CNPD vai analisar se ACAPOR recolheu ilegalmente números de IP

A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) confirma que recebeu várias queixas de utilizadores que alegam que a ACAPOR recolheu ilegalmente números de IP para apresentar queixas contra piratas.

06/01/2011 17:30:46

 

Contactada pela Exame Informática, a CNPD não se quis comprometer com qualquer data para o anúncio de uma decisão sobre o assunto.

Os responsáveis da comissão recusaram ainda fornecer dados sobre o processo, mas lembram que o veredicto final que, eventualmente, venham a tomar é independente do processo que está em curso na Procuradoria-Geral da República.

Neste momento, estão sobre a mesa três cenários: 1) A CNPD conclui que não há prática ilícita ou criminal e arquiva as queixas; 2) A CNPD conclui que houve ilícito contra-ordenacional e aplica coimas ou ordena a destruição da informação que originou a violação dos dados pessoais; 3) se verificar que houve prática criminosa, a CNPD encaminha o processo para a PGR para dar início a uma acusação.

Em qualquer destes desfechos, caberá à PGR decidir se, apesar da decisão da CNPD, dá ou não seguimento ao processo iniciado pela ACAPOR com a apresentação de mil denúncias de pirataria que têm por base a recolha de números de IP.

Ao que a Exame Informática apurou, a propriedade dos sites onde se procedeu à recolha dos números de IP é um dos elementos determinantes para determinar se a recolha dos números de IP levada a cabo pela ACAPOR é ou não ilegal.

Os técnicos da CNPD terão ainda de analisar quais os meios usados para a recolha dos números de IP, se estes dados podem ser considerados de foro privado, se foram encaminhados para entidades "terceiras", e deveriam ou não ter exigido a autorização da CNPD.

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico***

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Palavras-chave do artigo
acapor, cnpd, internet, pgr, pirataria, piratas, privacidade

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A Tentação da Censura

Na perspectiva inadmissível de as denúncias de IPs feitas pela ACAPOR virem a ter consequências judiciais sobre qualquer cidadão que possa ser constituído arguido por ter recorrido à partilha de ficheiros na internet, julgo fazer todo o sentido que os lesados possam constituir-se em associação de defesa para obtenção de apoio jurídico conjunto. Este acto intimidatório de caça ao IP por parte da ACAPOR é, ao que tudo indica, manifestamente ilegal, e constitui um processo supina de ataque às liberdades individuais, sem precedentes no regime democrático. A ACAPOR está a atentar contra um vasto universo de portugueses que não deve ser incriminado por partilhar ficheiros informáticos. Quem partilha não pode ser visto como um criminoso ou um terrorista. Estamos todos a ser atingidos por gente que visa lucrar com as restrições à liberdade de partilha da informação e da cultura. A internet evoluiu e é um fenómeno revolucionário imparável. A partilha transformou-se numa expressão real da Democracia. Esta associação de parasitas que vive da exploração do público e do trabalho dos autores, deve ser exemplarmente punida. Estão a actuar em defesa de uma filosofia própria de proxenetas. A ACAPOR não é minimamente necessária ao país. Os autores podem ser melhor defendidos sem intermediários que roubam tudo e todos. É tudo uma questão de bom senso. No fundo, é a nossa liberdade que está em causa. A partilha de ficheiros na internet não pode ser objecto de criminalização se se provar que não subentende fins comerciais. Quem, hoje em dia, partilha ficheiros são estudantes, professores, investigadores, desempregados, funcionários, cidadãos normais. A partilha constitui um meio indiscutível de progresso e é um fenómeno cultural em ascensão. Para defesa dos autores, criadores ou inventores, são precisas novas regras ajustadas ao presente e ao futuro, sem ACAPOR, ou políticas restritivas à liberdade de acesso dos cidadãos a todas as formas de informação. Justifica-se, assim, perante a estratégia vergonhosa da ACAPOR, um firme apelo para que todos os lesados por denúncias desta organização entrem em contacto uns com os outros, com o Partido Pirata Português e outras organizações cívicas. Juntos defenderemos os nossos direitos colectivos e individuais e o sentido de progresso da nossa sociedade num mundo em mudança.

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muitas dúvidas....

É o jogo do gato e do rato...
Claro que se estes Srs obtiveram os IP's de forma ilegal tb devem ser chamados À atenção, ou bem que se cumpre a LEI ou não.

Uma coisa que ainda não percebi é, para onde vão as taxas:

- taxa aplicada aos suportes digitais (incluída no preço de venda)
- taxa áudio-visual que pagamos na conta da luz à EDP
- taxa que as empresas pagam à SPA

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Para Pensar no "abuso" dos piratas !!!

retirado do CM :

"...Salas nacionais receberam 16,6 milhões de espectadores em 2010
Cinema atrai mais 848 mil
É o registo mais elevado dos últimos cinco anos: as salas de cinema nacionais atraíram 16,6 milhões de espectadores em 2010, mais 848 mil pessoas do que no ano anterior...."

A pirataria não será também um meio de divulgação !? se o filme é bom não se prefere ir ao Cinema do que ver em casa!?

O Sr da Acapor não está a proteger os Autores mas sim o seu NEGOCIO de Videoclub !!!. Lembra-se que o Itunes é um SUCESSO :)

Eu não saiu da minha casa para ir ao videoclub e chegar lá e não ter o filme pois está já alugado..... para isso uso o videoclub da MEO.

Ele que vá também contra as operadores como a MEO / ZON .

Um Abraço ,

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Crime com crime se paga...

Parece que a velha máxima "não faças o que eu faço, faz o que eu digo" aplica-se perfeitamente. Crime com crime se paga!

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Mas há dúvidas?!

Mas alguém tem dúvidas que o processo está ferido de ilegalidade?!
Criminosos?! Criminosos são estes fulanos da ACAPOR...quem perceber um pouco de informática sabe bem como conseguiram os Ips e quem cometeu pirataria...

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Fight the Future

Acho que este pessoal não tem a minima ideia de com quem se estão a meter...
Agora sois uma comichão, se passarem a ser uma ferida, bem, para tudo existe uma solução, uma cura.
Também existe os vossos podres, e esses alguns de nós conhecemos muito bem.

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