Portuguesa Tarpipe comprada por empresa espanhola

Hugo Séneca
17/10/2012 15:30

Está confirmado: a start-up portuguesa Tarpipe foi comprada pela distribuidora de apps Nubera, que está sedeada em Barcelona.

Bruno Pedro, que liderava a Tarpipe juntamente com o sócio Vítor Rodrigues, confirmou a aquisição pela empresa espanhola que gere o serviço GetApp. O empresário português não referiu os números do negócio, mas informou que, de ora em diante, vai passar a trabalhar em Barcelona, como diretor de Tecnologias da Nubera.

A tecnologia da Tarpipe vai ser usada para lançar um novo serviço conhecido por Cloudwork.com, que pretende funcionar como ponto único de gestão de apps e serviços empresariais que funcionam sob a lógica de cloud computing.

«A Cloudwork pretende integrar diferentes aplicações, permitindo atualizar automaticamente os dados trabalhados nessas aplicações. Com o Cloudwork torna-se possível ter no CRM  (Costumer Relationship Management) uma visão global de todos os dados que uma empresa troca com os clientes através de várias aplicações», explica Bruno Pedro, quando inquirido pela Exame Informática.

A versão beta da Cloudwork foi lançada hoje num evento realizado em Dublin, Irlanda. Dentro de um mês prevê-se que seja lançada a versão final do serviço.

A exploração comercial tem por base o modelo de negócio freemium: as funcionalidades mais elementares serão gratuitas, sendo exigido um pagamento pelas ferramentas mais sofisticadas ou de maior capacidade. Num comunicado sobre o novo serviço, é referido que a CloudWork vai disponibilizar planos grátis com limites de utilizaçao e planos pagos sem limites de uso com um valor mensal que deverá rondar os 50 dólares (cerca de 38 euros) mensais.

A Cloudwork vai integrar as aplicações baseadas na Google Apps, Zoho, Dropbox, Capsule, CRM, Zendesk, Freshbooks, MailChimp, Evernote, Twitter, entre outras. Bruno Pedro admite que, nos próximos tempos, outras apps conhecidas do mundo empresarial adiram à nova plataforma. O famoso Salesforce é uma das adesões que poderá ocorrer em breve.

«O Cloudwork só pode integrar aplicações baseadas na cloud, em que é suposto o utilizador já estar registado. A integração exige ainda que o utilizador autorize a interação com as diferentes aplicações», acrescenta o recém-nomeado diretor tecnológico da Nubera.

A Cloudwork vai estar disponível em todo o mundo, mas nesta primeira fase, vai focar o esforço de marketing no mercado dos EUA.

Bruno Pedro lembra que o «mercado português é fechado» e não tem tradição na «complementaridade entre empresas». «Sozinhos nunca conseguiríamos fazer uma plataforma como a Cloudwork. Outra das razões que nos levou a enveredarmos pela venda foi não termos conseguido uma segunda ronda de investimento», acrescenta.

A Tarpipe começou por fazer sucesso com uma plataforma que integra redes sociais e apps baseadas na Web. No início da atividade, a Tarpipe contou com uma participação de capital da Seed Capital, empresa especializada no investimento em start ups. A participação da Seed Capital, que também já foi vendida, totalizava 30% do capital da Tarpipe.

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