Aluna pode ser expulsa de escola do Texas por recusar chip de localização

Hugo Séneca
23/11/2012 18:52

Andrea Hernandez recusou-se a usar um chip de rádio que permitia localizá-la quando se encontrava no recinto escolar. Agora, cabe à justiça do Texas decidir ou não se é legal expulsá-la da escola secundária John Jay.

No início do ano letivo de 2012, a direção da escola secundária John Jay tornou obrigatório o uso dos chips de RFID que localizam os estudantes devido às restrições orçamentais impostas pelo agrupamento escolar do San Antonio's Northside Independent School District (NISD). Com o uso desta tecnologia, os responsáveis pelo agrupamento escolar do sul dos EUA pretendia criar um mecanismo que permite confirmar o número de alunos que assistem às aulas e atribuir verbas proporcionais ao total de presenças.

Dois meses depois da implementação desta medida, Andrea Hernandez passou a figurar nos títulos de jornais por recusar o uso dos chips de rádio que a localizam a toda a hora. Ao contrário do que seria de esperar, não foi a defesa da privacidade o motivo invocado para a recusa. Em entrevista à InfoWars, os pais de Andrea Hernandez explicam que rejeitaram o uso dos localizadores por RFID, por serem a «a marca da Besta» - uma expressão que remonta aos textos bíblicos e que é usada para designar as forças demoníacas.

Face à recusa da família Hernandez, a direção da escola John Jay decidiu suspender Andrea e avançar para um processo de expulsão da escola secundária John Jay.

O caso foi parar aos tribunais do Texas, que agora vão determinar se é legal ou não o pedido de expulsão. O San Antonio's Northside Independent School District (NISD) ainda não se pronunciou sobre o assunto – apesar de ter em curso um plano de instalação de um sistema de localização por RFID para 110 escolas da região.

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