Governo investe 9 milhões em software da Microsoft sem fazer concurso - Exame Informática

Governo investe 9 milhões em software da Microsoft sem fazer concurso

A Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas (ESOP) diz que o Ministério da Administração Interna (MAI) gastou nove milhões de euros na compra, por ajuste direto, de software da Microsoft.

08/02/2012 16:54:57

 

A compra de software da Microsoft foi aprovada em Conselho de Ministros realizado na semana passada, ficando orçada em 9,3 milhões de euros. O investimento tem em vista a atualização dos computadores do MAI durante o triénio de 2012-2014.

Em declarações reproduzidas pelo Jornal de Negócios,o fonte do MAI sublinha que o investimento permitiu poupanças de 700 mil euros face a contratos similares assinados com a Microsoft no passado. Além do custo inferior, o contrato anunciado agora prevê um aumento de 1.500 licenças e uma redução de custos, que decorre da integração de seis centros de dados numa única infraestrutura.

A ESOP diz que é a segunda vez que o MAI compra software da Microsoft sem lançar um concurso ou anunciar requisitos técnicos e legais para a apresentação de candidaturas. Em comunicado, a ESOP alega que o MAI investiu que, em 2009, 10 milhões de euros na compra de software da Microsoft, por ajuste direto. A associação de defesa do sofrware aberto diz que contactou, nessa altura, a Direcção-Geral de Infra-Estruturas e Equipamento (DGIEE) do MAI mas não conseguiu obter informação sobre o uso dado ao software da Microsoft ou sobre eventuais consultas ao mercado antes do processo de compra das licenças.

A ESOP exorta ainda Miguel Macedo, atual ministro da Administração Interna, a lembrar-se do tempo em que se encontrava na oposição e defendia o uso de software aberto como forma de reduzir a despesa pública.

Palavras-chave do artigo
contratos, governo, licenças, microsoft, software
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Faz o que eu digo, não faças o que eu faço! É um mote velho como o cair, mas continua atual...

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O software livre poderia até ser uma boa alternativa, mas a falta de experiência dos comuns utilizadores, faria com que esses 9 milhões fossem rapidamente gastos em serviços de apoio ao cliente, problemas de configurações, problemas na transformação de determinados tipos de documentos etc...

Ajuste directo levanta sempre algumas questões éticas, mas neste caso, não existia de certeza uma alternativa melhor à MS.

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O tempo que se pouparia no combate a vírus e reinstalações de sistemas daria certamente para dar mais apoio aos utilizadores, se tal fosse necessário ......

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Eles consultaram o mercado para saber quem produzia o MS Windows e o MS Office, e descobriram que só a Microsoft o faz...

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"A ESOP exorta ainda Miguel Macedo, atual ministro da Administração Interna, a lembrar-se do tempo em que se encontrava na oposição e defendia o uso de software aberto como forma de reduzir a despesa pública."

Pois, mas isso era dantes. Agora, que está no poder, já não pensa assim.
Claro que é preciso saber qual o software que está em causa para se ter uma opinião bem formada. Se se tratar (imagine-se) de software que só a MS produz, o concurso é desnecessário.

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a ultima vez que verifiquei o windows não é o unico sistema operativo...instalavam linux ou ubunto totalmente gratis, no inicio seria necessario alguma assistencia porque o pessoal do MAI é muito burro para adaptar-se (ubunto precisa de imensa adaptação) mas certamente que compensaria os 9 milhoes e eram postos de trabalho para os assistentes...

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Como deves calcular, as despesas em software não se resumem ao SO.
Toda a gente está farta de saber que existem muitas alternativas ao Windows, ao Office e muitas outras aplicações. Se é este tipo de software que está em causa, então a opção MS pode ser descartada. Mas pode acontecer, e por isso é que eu disse que é preciso conhecer os factos, que só a MS produza determinado software (o que não me parece). Ou, numa hipótese mais aceitável, o software pretendido apenas funcione em plataforma Windows. Nesse caso, que remédio senão pagar licenças à MS do SO.
Sou defensor dos sistemas abertos, freeware e afins, mas implementar sistemas com análises de café apenas pode levar a prejuizos.

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