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Citius não vai ser substituído nos tempos mais próximos

O Citius está em avaliação e não deverá ser algo de migração tecnológica nos anos mais próximos. Sindicatos dizem que ainda não foi possível recuperar o atraso provocado pelos dois meses de “apagão”.

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A plataforma que suporta o Citius não deve ser substituída nos tempos mais próximos, apesar das falhas que ainda persistem no funcionamento do sistema que gere os fluxos dos 3,5 milhões processos nos tribunais portugueses. Albertina Pedroso, a presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) reitera que a atual plataforma está a funcionar em pleno, mas também recorda que está a decorrer uma avaliação que ditará os passos a seguir. Albertina Pedroso afasta o cenário de migração tecnológica para os tempos mais próximos, revela a TSF.

Depois de um apagão que impediu a migração de mais de 3,5 milhões de processos judiciais para uma nova versão do repositório da Justiça, e da substituição da cúpula do IGFEJ, o Citius entrou em fase de avaliação técnica. A missão de vistoria foi atribuída ao INESC, como avançado, na altura, pela ministra da Justiça Paula Teixeira da Cruz na Assembleia da República e noticiado pela Exame Informática..

Em janeiro, José Tribolet, líder do INESC, já tinha dado sinais de que a migração tecnológica nunca poderia corresponder a um ato repentino: «Temos um cenário para três meses, em que já elencámos as coisas que é necessário fazer para que o sistema não volte a parar. Trata-se de algo que pode acontecer, é uma hipótese que não podemos afastar. Também temos um cenário em que identificamos as coisas que queremos fazer dentro de nove meses a um ano; e temos por fim, a missão de garantir que o sistema está em funcionamento nos próximos três anos».

O Sindicato dos Funcionários Judiciais e a Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) confirmam que a plataforma tem vindo a funcionar quase em pleno, apesar de reiterar que ainda não terá sido recuperar o atraso resultante dos dois meses de “apagão”.