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eCall: alertas automáticos de acidentes arrancam em 2017

Os carros fabricados a partir de 31 de março de 2018, terão de ter instalados sistemas que enviam alertas automáticos para o 112 sempre que há um acidente num estado-membro da UE.

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O conselho de ministros de transportes da UE aprovou ontem os trâmites da rede de alertas automáticos de acidentes automóveis. Duas datas destacam-se no documento que regula a iniciativa eCall: todos 28 estados-membros deverão implementar até 1 de outubro de 2017, um sistema de captação e tratamento de alertas automáticos enviados por automóveis acidentados; todos os carros fabricados a partir de 31 de março de 2018, terão de ter instalados de origem um sistema de alerta capaz de comunicar e enviar coordenadas para o número de emergência europeu (o 112).

Com esta decisão, dos 28 ministros dos transportes os europeus passam a poder usar o eCall, sem custos, de forma automática ou manualmente, desde que instalem um dispositivo capaz de comunicar com os centros de atendimento de emergência de cada um dos estados membros. 

Atualmente, já há várias marcas de automóveis que disponibilizam sistemas de alertas automáticos eCall, que tanto usam a dispositivos específicos como recorrem a telemóveis dos utilizadores para encaminhar as mensagens de alerta. 

A iniciativa dos governantes da UE pretende uniformizar todas as soluções existentes, permitindo reduzir em 40% a 50% o tempo de resposta dos serviços de emergência. O comunicado da Comissão Europeia refere ainda que a redução do tempo de resposta pode ainda reduzir em 2% a 15% a gravidade dos ferimentos causados pelos acidentes.

O sistema eCall usa as redes de telemóveis para estabelecer chamadas de voz e enviar dados relacionados com velocidade, localização e direção em que seguia o veículo. A localização do veículo sinistrado é garantida através de constelações de satélite, como a Galileo. 

Toda a informação relacionada com a localização ou dados pessoais só será disponibilizada a terceiros (que não os serviços de 112), mediante a autorização dos sinistrados. Também se prevê que o sistema possa vir a suportar serviços adicionais, que poderão ser pagos.

A proposta dos ministros dos transportes deverá ser ratificada até ao verão pelo Parlamento Europeu.