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No Golfo Pérsico, as corridas de camelos passaram a ser feitas com robôs

Gradualmente, os robôs têm vindo a substituir as crianças enquanto jockeys de corridas de camelos. O que contribuiu para a diminuição do tráfego de crianças provenientes do Afeganistão e Sudão.

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AMR NABIL

Nas corridas de camelos do Golfo Pérsico, as tradições ainda persistem – e ainda há quem recorra a crianças traficadas a partir do Sudão e do Afeganistão para comandar os animais em provas de 7,5 quilómetros no deserto. Também há quem diga que o jockey perfeito tem o peso de uma criança de quatro anos de idade; mas também há quem já conheça as virtudes de ter um robô sobre as bossas dos camelos. Nalguns países, o uso de robôs é mesmo a única forma de ter um jockey leve e eficiente sem ter problemas com a justiça local. Os Emiratos Árabes Unidos são a principal referência nesta área, tendo introduzido nas leis penas de prisão para quem usa menores de 18 como jockeys. 

Ainda há corridas com crianças vítimas de tráfico humano, que são usadas apenas até terem peso considerado excessivo, mas já é frequente ver vários camelos montados por robôs, que estão equipados com chibatas que forçam os camelos a correrem pelo deserto em busca dos lugares da frente. 

Andrew Testa, fotógrafo que fez a reportagem sobre o tema para a Wired, descreve o frenesim que toma de assalto os donos dos camelos, mal é dado o tiro de partida: os donos dos camelos agarram-se ao comando que controla o jockey robótico através de redes sem fios, e clicam sem parar a fim de garantir o máximo de chibatas – e a aceleração do passo do camelo. Tudo isto ocorre dentro de um carro – a única forma que os concorrentes têm de acompanhar a corrida e enviar comandos para a cáfila que corre desenfreada.

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