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Qualcomm prepara-se para despedir 10% dos funcionários

Queda nas receitas e multas milionárias fazem com que a Qualcomm avance para uma redução do número de postos de trabalho e para a separação da empresa em duas unidades de negócio distintas: produção de chips e licenciamento de patentes.

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Paulo Matos

A Qualcomm planeia despedir cerca de 10% dos seus funcionários – o equivalente a 3 mil postos de trabalho – como forma de combater os problemas que tem enfrentado recentemente, revela o The Wall Street Journal. Recorde-se que o fabricante viu os seus lucros registarem uma queda abrupta no último trimestre devido a atrasos no lançamento do processador Snapdragon 810 e à perda de um dos seus melhores clientes (a Samsung). Além disso, a Qualcomm foi condenada a pagar uma multa de 975 milhões de dólares (cerca de 900 milhões de euros) na China por violação das leis de concorrência e enfrenta um problema semelhante na União Europeia.

Por esta altura do ano passado, a Qualcomm estava a anunciar lucros recorde. A decisão da Samsung avançar para a produção do próprio processador já era aguardada – e que veio a confirmar-se com o Exynos do fabricante sul-coreano – mas o atraso verificado com o Snapdragon 810 e a crescente concorrência de rivais como a MediaTek e de companhias chinesas de menores dimensões tiveram um impacto superior ao esperado.

Contudo, a redução do número de funcionários não é a única medida que a Qualcomm está a pensar adotar, uma vez que também está a estudar a possibilidade de separar a companhia em duas unidades de negócio distintas: a produção de chips; e o licenciamento de patentes.

Atualmente, o negócio de chips é responsável por dois terços das receitas da Qualcomm, mas a área de propriedade intelectual tem potencial para gerar 87 mil milhões de dólares e ultrapassar os 74 mil milhões dos chips.