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Bliss: filas, eventos e muitas apps de Portugal aos EUA

Quase metade da faturação da Bliss Applications vem dos EUA. «Queríamos ir para a primeira liga», refere André Gil.

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Hugo Séneca

Em 2010, André Gil (na foto) tinha menos cabelos brancos – mas também liderava uma empresa que ainda era uma promessa entre as várias que disputavam a corrida às apps. Passados cinco anos, o líder da Bliss Applications pode apresentar um currículo auspicioso: uma aplicação que conecta pessoas dentro de um mesmo evento (Embly), uma ferramenta que permite saber a evolução de filas em serviços públicos, e ainda a abertura de delegações no Brasil e nos EUA.

Ao cabo de dois anos no Brasil, a Bliss conseguiu ganhar a preferência do Banco BMG, Meu amigo pet; e agências de publicidade. O crescimento era promissor, mas a empresa do WyGroup queria mais – e em 2014 abriu um escritório nos EUA. «Tínhamos a ambição de exportar e queríamos ir para a primeira liga», explica André Gil.

A chegada à primeira liga não tardou a produzir efeito: dos 1,2 milhões de euros de faturação previstos para 2015, haverá cerca de 0,5 milhões provenientes de negócios nos EUA.

Nos EUA, no Brasil ou em qualquer outro ponto do mundo, a Bliss está apostada em ser uma fábrica de soluções centradas no segmento móvel. No que toca a apps, o ponto de partida é o desenvolvimento de soluções à medida das encomendas de outras empresas. Contudo, há também casos em que a empresa sabe que consegue desenvolver uma app que pode dar resposta às necessidades a várias empresas ou indivíduos. A Embly é o primeiro exemplo desta aposta: é uma app que conecta empresas e pessoas que marcam presença numa conferência, numa ação de formação, num seminário ou em qualquer outro evento. «Quem promove um evento só tem de aceder a esta plataforma para gerar interação; não precisa de criar uma app específica para eventos», explica André Gil.

André Gil admite que, nos tempos mais próximos, a Bliss vai estudar o lançamento de outras soluções em áreas em que já garantiu a experiência necessária para desenvolver ferramentas que poderão ser usadas por mais de um cliente empresarial. Soluções para as equipas de vendas, ou da app que permite conhecer a evolução das filas em serviços públicos para outras áreas de negócio são algumas das hipóteses que se encontram em cima da mesa.

André Gil admite que as apps não são todas iguais – mesmo quando aparentemente têm a mesma marca: «É mais difícil programar em Objetive C para criar uma app que corre em iOS. Mas o iOS tem vantagem de ser uma plataforma mais robusta e segura. No Android, há sempre uma grande probabilidade de uma app não funcionar corretamente em todos os dispositivos».

O líder da Bliss acredita que a experiência ganha com o segmento móvel pode abrir portas para outras oportunidades para esta fábrica de apps que já conta com mais de 30 trabalhadores: «Nos últimos tempos, verificamos que os sistemas operativos dos dispositivos móveis têm vindo a expandir-se para os denominados werables ou para a área da TV».