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Windows 10 não foi suficiente e mercado de PCs vai cair 8,7% este ano

O mercado de PCs obteve um resultado pior do que o esperado no segundo trimestre deste ano. O Windows 10 não gerou a procura esperada a nível de hardware, em parte devido ao facto de ter sido disponibilizado como atualização gratuita.

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Paulo Matos

As remessas mundiais de PCs deverão descer 8,7% em 2015 e estabilizar apenas em 2017, revela o estudo da IDC referente ao mercado de computação pessoal no segundo trimestre deste ano. Estes números significam que o segmento de PC está em queda há cinco anos consecutivos.

A IDC esperava que o segundo trimestre deste ano fosse um período de transição e que os fabricantes preparassem os sistemas para o Windows 10, impulsionando assim o consumo, mas a consultora revela que uma má gestão de stocks em conjugação com o agravamento do clima económico prejudicaram os resultados mais do que era expectável inicialmente. Além disso, a disponibilização do Windows 10 como uma atualização gratuita também teve impacto nestes resultados negativos da venda de hardware.

Os dispositivos móveis, que eram considerados os principais responsáveis pela queda do mercado de PCs, já não podem ser encarados como os únicos culpados. É que, segundo os dados da consultadora, com exceção dos smartphones, os outros dispositivos também não registam um crescimento assinalável. Assim, o crescimento do mercado combinado de PCs, tablets e smartphones deve ficar abaixo dos dois dígitos no período compreendido entre 2015 e 2019.

Perspetivando o futuro, a IDC acredita que a recuperação dos PCs vai surgir em 2017, já que a cessação da atualização gratuita do Windows 10 deverá dar um impulso importante ao consumo. A consultora prevê bons resultados especialmente para o segmento de convertíveis e de All-in-One.

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