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Aulas de programação arrancam com 37 mil alunos de 269 escolas

Kodu ou Scratch? Eis a questão que deverá colocar-se durante o arranque do novo ano letivo. O projeto de iniciação à programação deverá começar por abranger 37 mil alunos. Há 104 clubes de robótica recenseados pelo Ministério da Educação.

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Hugo Séneca

O ano letivo arranca no ensino público entre 15 e 21 de setembro com uma novidade: o Ministério da Educação vai começar a testar aulas de rudimentos de programação como complemento ao currículo escolar do terceiro e quarto anos do ensino básico. De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Educação, 269 escolas terão solicitado a inscrição no projeto-piloto que prevê o ensino dos rudimentos de programação, bem como das ferramentas disponibilizadas pelas plataformas Kodu e Scratch.

O Ministério da Educação recorda que as estimativas iniciais dos diretores de escolas apontam para um total de 37 mil alunos do terceiro e quarto anos de escolaridade que serão abrangidos pelas atividades dedicadas à programação.

Questionado pela Exame Informática, o Ministério da Educação fez saber que, entre junho e julho, foram levadas a cabo ações de formação inicial de programação compostas por três módulos, que contaram com a participação de 732 professores do ensino básico. Esta ação de formação, que abordou o pensamento computacional, os cenários de aprendizagem e o uso da plataforma de programação por objetos Kodu, foi levada a cabo com o apoio da Microsoft.

O Ministério da Educação revela ainda que Politécnico de Setúbal formou 428 professores na programação com Scratch. O Ministério não detalha se houve professores a frequentarem as duas ações de formação – pelo que não é possível apurar se esta primeira leva de professores formados em plataformas de programação por objetos conta com 1160 docentes ou se o número é menor devido à participação de parte dos docentes nos dois tipos de formação.

«Os professores que dinamizarem estas atividades terão acesso a uma comunidade de prática que irá ser lançada dentro de dias pela Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas da Direção-Geral da Educação. Nesta comunidade poderão encontrar apoio específico para as suas questões, partilharem materiais e propostas educativas», informa o Ministério da Educação, lembrando que as escolas que aderiram voluntariamente a esta iniciativa estão, atualmente, a elaborar e a atribuir horários às turmas que vão ter aulas de programação.

A Iniciação à Programação no primeiro ciclo prevê sessões de aprendizagem e uso das ferramentas de programação em regime de tempos livres ou mesmo como um complemento integrado nos horários de aulas. Por enquanto, estas aulas são ministradas a título experimental. Só depois de analisado o impacto deste projeto-piloto, o Ministério da Educação deverá analisar a viabilidade de integrar aulas de programação, a título obrigatório, no currículo escolar – à semelhança do que já acontece em alguns países da UE.

A par da iniciação à programação, que tem em vista combater a iliteracia digital e promover a apetência por carreiras tecnológicas entre as gerações vindouras, o Ministério da Educação abriu um concurso para a atribuição de apoios pecuniários a clubes de robótica das escolas nacionais.

Foram já recenseados 104 clubes de robótica – mas apenas 64 se candidataram aos apoios pecuniários. No ano letivo passado, cerca de 40 escolas (e respetivos clubes de robótica) foram abrangidas por apoios financeiros que variam entre os 200 e os 500 euros.

Os clubes de robótica que se candidataram a apoios do Ministério da Educação deverão dar a conhecer os trabalhos levados a cabo em 2014-15, a fim de apurar qual o grau de execução dos planos de atividade definidos inicialmente. O Ministério informa que deverá premiar as escolas que apresentarem as melhores execuções dos planos de atividades.

Muitos dos projetos legados à robótica e à programação nas escolas portuguesas deverão ser dados a conhecer a 17 de outubro, na Codeweek 2015, que terá lugar na Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa.

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