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O aparelho que detetou a fraude da Volkswagen

A fabricante alemã está envolvida num dos maiores escândalos da indústria, que já causou a demissão do CEO. A descoberta da fraude foi feita por investigadores da West Virginia University, nos EUA:

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Mais de 11 milhões de veículos do grupo Volkswagen terão sido vendidos com dados falsos no que respeita a emissões polunetes. A equipa da West Virgina University já tinha divulgado as conclusões da sua investigação na primavera de 2014. Os cientistas usaram um sistema, na fotografia, para medir as emissões de um veículo à medida que circulava numa auto-estrada. O equipamento recolhia gases do tubo de escape para os analisar e incluia um gerador a bordo para se ter a certeza de que o sistema de análise não afetava o desempenho do motor do carro, explica o The Verge.

Percebeu-se então que o VW Jetta emitia 15 a 35 vezes mais óxido nítrico e o Passat mais 5 a 20 vezes do que o limite máximo permitido. A marca estaria a usar um algoritmo para registar emissões mais reduzidas em ambientes de teste. Esta fraude serviu para a empresa conseguir passar nas regulamentações ambientais nos EUA.

Na sequência destas conclusões terem chegado ao público, o CEO da Volkswagen já se demitiu, mas o grupo ainda terá de enfrentar consequências bastante mais graves, sendo que o assunto está a ser investigado pelas autoridades nos EUA e um pouco por todo o mundo.