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Governo do Uganda usou spyware para controlar oposição

O presidente do Uganda liderou uma operação de vigilância tecnológica que teve por objetivo recolher informação que permitisse chantagear os opositores do regime.

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Paulo Matos

Yoweri Museveni, presidente do Uganda

Yoweri Museveni, presidente do Uganda

Andrew Burton

Uma investigação da Privacy International em parceria com a BBC revelou que o governo do Uganda recorreu a tecnologia de vigilância sofisticada para espiar opositores, jornalistas e ativistas, conseguindo posteriormente subjugar os movimentos da oposição. Esta iniciativa foi liderada pelo próprio presidente do Uganda, Yoweri Museveni, revela o The Verge.

A principal ferramenta utilizada foi o spyware FinFisher, que foi desenvolvido pela companhia britânica Gamma Group International e que é capaz de monitorizar remotamente computadores, smartphones e outros equipamentos em tempo real.

Segundo os documentos a que a investigação teve acesso, este spyware foi adquirido pelo governo ugandês em 2012 e a operação em que foi utilizado levou à detenção de mais de 600 pessoas. De acordo com o relatório da Privacy International, o objetivo da utilização do FinFisher era recolher informação para chantagear os membros da oposição e esmagar a desobediência civil. Um porta-voz do governo do Uganda já veio a público negar a existência de tal programa de vigilância.

O relatório pode ser consultado aqui.