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Tem paineis solares. Custa 10 mil euros. É um carro

O P-Mob tem dois painéis solares que aumentam a autonomia energética. Não precisa de carta de condução e estreia em 2016 a um preço de 10 mil euros.

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Hugo Séneca

Se tudo correr como a I-FEVS prevê, o futuro dos carros elétricos conhece um novo capítulo já em 2016, com o lançamento do primeiro P-Mob. O que tem este carro de especial? Eis a resposta com três características distintivas: 1) dispõe de painéis solares; 2) não precisa de carta de condução; e 3) deverá ser comercializado a um preço de 10 mil euros.

À semelhança do que sucedeu com os automóveis de combustão, a marca italiana está apostada em recolocar a cidade de Turim na linha da frente da indústria automóvel com um veículo citadino que pode chegar a velocidades máximas de 120 quilómetros hora e dispõe de baterias para uma autonomia energética de 150 quilómetros, que pode ainda beneficiar de um "acrescento" diário de 20 quilómetros com a energia coletada por dois painéis solares colocados sobre o tejadilho.

Os 20 quilómetros de autonomia providenciada pelos painéis solares poderão não chegar para espantar os condutores habituados a encher o depósito na bomba mais próxima, mas prometem criar uma nova tendência: «Acredito que, dentro de dois ou três anos, a capacidade de captação de energia elétrica dos painéis solares venha a duplicar», adianta Gregorio Iuzzolino, da I-FEVS, num dos stands que este projeto apoiado pela Comissão Europeia ocupou no evento ICT 2015, em Lisboa.

Equipado com dois motores de 7,5 kW, e com o banco dianteiro colocado ao centro e lugares para os passageiros na retaguarda, o futuro P-Mob pretende encontrar um lugar no segmento de veículos citadinos de baixo custo de produção e que estão limitados às deslocações em estradas com limites de velocidade mais baixos.

A linha de montagem já está instalada em Turim. Além dos automóveis elétricos, a I-FEVS deverá ainda fabricar os carregadores. «Não somos concorrentes da FIAT. Este carro pode ser conduzido por pessoas que não têm carta de condução e tem um peso inferior a 600 quilos», conclui Gregorio Iuzzolino com alguma bonomia, quando questionado sobre a possibilidade de a cidade de Turim assistir ao aparecimento de um novo gigante do mundo automóvel.