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Cisa Bill: a lei de cibersegurança que Apple, Google e Twitter criticam

O Senado dos EUA prepara-se para votar sobre a Cisa Bill, uma lei sobre cibersegurança com a qual 22 gigantes tecnológicas não concordam.

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Os dados vão da Europa para os EUA... quem os controla?

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A Cybersecurity Information Sharing Act (Cisa) está a ser debatida no Senado dos EUA, mas já se sabe que 22 gigantes não a apoiam. Apple, Google, Twitter, Wikipedia estão contra a lei, enquanto Comcast, HP, Cisco e Verizon não se pronunciaram ou apoiam mesmo o documento.

Esta nova lei pretende regular a forma como as empresas tecnológicas recolhem e armazenam a informação dos utilizadores, mas teme-se que a aprovação possa afastar algumas proteções de privacidade importantes, advoga a Administração Interna dos EUA, citada pelo The Guardian.

A Cisa Bill permite que empresa privadas possam recolher dados dos utilizadores, partilhá-los com a Administração Interna do país que, depois de uma análise, poderá partilhá-los com outras agências governamentais de relevo, como o FBI ou a NSA. Apesar de o programa ser apelidado de voluntário, sabe-se que outros programas semelhantes obrigam a determinado tipo de relatórios, enviados com frequência.

As empresas privadas conseguem recolher dados com mais detalhe do que é permitido às agências públicas, logo esta infromação partilhada seria de maior valor. A Apple manifesta-se contra a lei por considerar que a confiança dos consumidores é tudo e que não acredita que a segurança deva ser conseguida às custas da privacidade de cada um.

A Computer and Communications Industry Association, representante da Google, Facebook e Yahoo, entre outros, defende que o mecanismo de recolha e partilha de dados descrito na Cisa Bill não é suficiente para proteger a privacidade de cada um ou limitar o uso de informação por parte do governo. A Microsoft, por sua vez, defende que o direito à privacidade é fundamental e que os dados dos utilizadores não devem andar a ser trocados desta forma.