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Segurança Social vai detetar fraudes com ferramenta de análise de dados

Em breve, os peritos da Segurança Social vão poder lançar pesquisas aos dados de milhões de portugueses em poucos cliques. A nova ferramenta tem a capacidade para pesquisar bases de dados internas e informação que se encontra em sites e redes sociais. No final do ano, deverá ficar operacional.

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Hugo Séneca

O projeto Signal está concluído: depois de um ano de trabalho, as equipas de programadores do Instituto de Informática da Segurança Social (IISS) terminaram o desenvolvimento de uma plataforma de análise de padrões em grandes volumes de dados, que está apta a apurar diferentes indicadores contabilísticos e financeiros, mas também pode ser usada para lançar alertas sobre padrões suspeitos de fraude. O IISS admite que, até ao final do ano, a nova plataforma comece a ser usada a título oficial na produção de relatórios úteis para a gestão dos organismos dependentes da Segurança Social.

A ferramenta, que foi desenvolvida com componentes open-source, permite lançar pesquisas de informação a repositórios de dados, cruzando diferentes indicadores, procedimentos ou ficheiros, independentemente de estarem ou não estruturados.

Os responsáveis do IISS admitem ainda que a ferramenta tanto pode ser usada para apurar padrões em repositórios de dados internos, como para lançar pesquisas a bases de dados externas à Segurança Social. O que significa que, no limite, esta ferramenta de big data tem capacidade para analisar a informação que empresas e diferentes beneficiários da Segurança Social colocam nas redes sociais, blogues ou sites dispersos pela Internet – mas esta é, por enquanto, uma hipótese possível apenas do ponto de vista técnico, que nunca foi posta em prática.

A ferramenta já foi testada com dois tipos de “queries”, que seguem de perto as coordenadas fornecidas pelos peritos da Segurança Social no que toca à deteção de padrões suspeitos. Os responsáveis do IISS não fornecem muitos dados sobre essas “queries”, que serviram apenas para confirmar a ferramenta a capacidade da nova ferramenta.

O IISS reitera que a ferramenta só começará a ser usada no apoio à gestão da Segurança Social depois de garantida a aprovação da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), e de serem aplicadas as recomendações que, eventualmente, venham a ser emitidas quanto ao que pode ou não ser pesquisado.

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