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Empresa de Coimbra estreia seringa que usa laser em vez de agulha

Hugo Séneca

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A LaserLeap vai dar início à comercialização de seringas de laser no final de novembro. O novo dispositivo vai começar a ser usado em tratamentos de rejuvenescimento da pele. No futuro, a tecnologia poderá abrir caminho a terapias génicas ou modelos de uso doméstico.

Hugo Séneca

Desde 2008 que a LaserLeap tem vindo a desenvolver uma seringa que, em vez de agulhas, usa lasers para introduzir na pele substâncias com fins terapêuticos ou estéticos. Passados sete anos, é chegada da primeira prova de fogo: a empresa que começou a ser pensada no departamento de Química da Universidade de Coimbra vai dar início à estreia comercial de uma nova seringa que usa laser em vez de agulha.

Pode ser uma notícia animadora para quem tem fobia de picas e agulhas, mas de nada adianta ir à farmácia para comprar a nova seringa de laser da LaserLeap. «É um equipamento que deve ser usado por profissionais, como cirurgiões plásticos, dermatologistas, e médicos estéticos», explica Gonçalo Sá, um dos responsáveis da LaserLeap, quando questionado pela Exame Informática.

Além de ser indolor, a seringa de laser distingue-se das tradicionais seringas de agulhas por não deixarem quaisquer marcas na pele, sublinha o responsável pela LaserLeap.

Nesta primeira “vida” comercial, o equipamento da LaserLeap deverá ser usado para intervenções estéticas relacionadas com rugas, envelhecimento da pele, ou na aplicação de despigmentantes em melasmas ou marcas de pele. «Neste momento, estamos dedicados à área estética, mas no futuro contemplamos avançar para a área clínica», acrescenta o responsável pela LaserLeap.

A entrada na área clínica deverá ter por ponto de partida a própria especialidade de dermatologia. Em janeiro, a empresa incubada no Instituto Pedro Nunes deverá avançar com teste-piloto que contempla ensaios clínicos, devidamente autorizados pelas entidades nacionais, para o uso de uma seringa a laser no tratamento da analgesia local e dermatites atópicas. Gonçalo Sá acredita que dentro de um ano e meio possa ser lançada a primeira seringa a laser para o tratamento destas maleitas que afetam a pele.

Para longo prazo, ficará o desenvolvimento de um dispositivo que possa ser usado em áreas clínicas não relacionadas com a dermatologia. Gonçalo Sá recorda que as seringas a laser também podem ser úteis para garantir a permeabilidade das membranas das células. O que pode ser útil para terapias génicas que preveem a inserção de genes que faltam às células para eliminar ou bloquear os efeitos causados por uma ou mais doenças.

No roteiro de evoluções de longo prazo, consta ainda o desenvolvimento de uma seringa a laser que «permitirá fazer os tratamentos estéticos em casa».

As seringas de laser da LaserLeap vão estrear com a marca LLDermal. Para ganhar balanço na abordagem ao mercado, a empresa de Coimbra assinou acordos com seis médicos estéticos, para o uso gratuito das novas seringas a laser num total de 60 pacientes. Estas seringas de laser vão ser usadas para garantir absorção de ácido hialurónico, em tratamentos de rejuvenescimento da pele.

As seringas de laser potenciam a absorção de fármacos e outras substâncias através das ondas de pressão que exercem sobre a pele.

Pode descobrir mais detalhes sobre a forma como funcionam as seringas de laser no vídeo que se encontra integrado nesta página. O vídeo foi produzido em 2009, quando os mentores da LaserLeap ainda não tinham desenvolvido o produto que vai começar a ser comercializado no final de novembro.

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