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Um bootcamp de programação e um reboot na vida

Hugo Séneca

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Foram escolhidos apenas 15 entre mais de 600 candidaturas a um bootcamp gratuito. Tinham licenciatura, mas não sabiam programar. Ao cabo de 14 semanas passaram a dominar códigos e algoritmos. E aumentaram a probabilidade de ganhar um salário acima da média. Veja o vídeo.

Hugo Séneca

Em Portugal, há 10 mil vagas para profissionais na área das tecnologias que se encontram por preencher. O “caso” assume contornos de triste ironia: na história do País, nunca houve geração com tantos licenciados desempregados como aquela que hoje se encontra abaixo dos 30 anos de idade.

O contraste entre falta de profissionais e falta de emprego não é um exclusivo português: a Comissão Europeia estima que, até 2020, fiquem 900 mil postos de trabalho relacionados com as tecnologias por preencher na UE. Resultado: quem dominar as linguagens de programação ou os frameworks mais procurados (Java, C++, Ruby, SQL, .Net, Javascript) tem grandes probabilidades de garantir um emprego – e também um bom salário.

As estimativas apontam para que a procura de mão-de-obra especializada não pare de aumentar: até 2020, deverão ser necessários 111 mil profissionais de tecnologias em Portugal – mas o mercado nacional só deverá ter 95 mil disponíveis. O que significa que os mais de 1000 licenciados que saem todos os anos das universidades e politécnicos nacionais que lecionam cursos de informática, eletrotecnia e afins, não deverão ser suficientes para “alimentar” as necessidades do setor das tecnologias.

O Coding Bootcamp da Academia de Código tem uma duração de 14 semanas – e não atribui qualquer licenciatura. Mas pretende fazer um reboot ao percurso profissional de 15 jovens que se licenciaram em cursos que nem sempre correspondem às expectativas de emprego, salário ou matérias lecionadas.

Mais de 600 pessoas candidataram-se a esta primeira edição do Bootcamp.

Em janeiro, arranca uma segunda edição deste curso grátis. Desta vez, as inscrições foram abertas para todos adultos com mais de 18 anos de idade que estejam inscritos num Centro de Emprego. O título de engenheiro pode fazer a diferença na evolução da carreira, mas os cursos intensivos chegam e sobram para começar a trabalhar.

Em outubro, a Exame Informática apurou junto de empresas como a Cross Border Talents e a Randstad apurou que um salário para um programador em início de carreira chega aos 1800 euros brutos. Na Alemanha, este valor poderá saltar para o dobro.

Uma vez no circuito, os novos profissionais de tecnologias não terão grande dificuldade em aumentar o salário ou em mudar de posto de trabalho – dentro ou fora do País, pois as linguagens de programação são universais. É neste auspicioso cenário que os finalistas do primeiro Coding Bootcamp da Academia de Código entraram, depois de concluir o curso a meados de dezembro. Veja o vídeo.

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