exameinformatica

Uma parceria EXPRESSO

Siga-nos nas redes

Perfil

Mercados

Condutores evitaram acidentes com carros da Google por 13 vezes

Os relatórios apresentados por várias marcas às autoridades da Califórnia revelam todas as vezes que os condutores humanos tiveram de intervir para evitar situações potencialmente perigosas a bordo de carros autónomos.

  • 333

São 13 ocorrências – e nenhuma delas terá causado danos, mas todas elas constam num relatório que a Google acaba de tornar público, após ordem das autoridades do estado da Califórnia: os condutores responsáveis pelos carros autónomos da gigante tecnológica tiveram de intervir por 13 vezes para evitar acidentes durante os ensaios levados a cabo entre setembro de 2014 e novembro de 2015.

A BBC revela que há mais seis marcas que têm vindo a testar carros autónomos nas estradas da Califórnia e que também registaram situações de perigo iminente. Mas talvez pelo pioneirismo ou pelo tração mediático, são os carros da Google que estão centrar as atenções quanto aos potenciais incidentes.

O relatório elaborado pela gigante de Mountain View informa que nos 682.895 quilómetros percorridos pelos carros autónomos foram registadas 272 falhas no software que gere os veículos. Em 69 ocasiões os condutores presentes nos testes decidiram assumir o controlo dos veículos porque recearam um qualque acidente. E nas 13 situações já referidas, os carros da Google teriam mesmo ficado envolvidos em acidentes rodoviários, se os condutores não tivessem intervindo. Em dois casos, os danos não iriam além do embate contra os “pinos” de sinalização da estrada, mas em 11 das ocorrências poderia ter havido colisões de maior gravidade.

Estas conclusões foram apuradas através de simulações em computador, que usaram os dados coletados durante os percursos realizados pelos carros autónomos.

Os reguladores congratularam-se com o relatório da Google, mas exigem conhecer em detalhe os dados recolhidos pelos carros da companhia, a fim de saberem o que realmente se passou durante os incidentes agora reportados.

As autoridades da Califórnia terão bastante trabalho pela frente, caso façam o mesmo tipo de exigências às outras marcas. O relatório da Nissan revela que os condutores humanos tiveram de intervir em 106 ocasiões para evitar potenciais colisões causadas por travagem demasiado lentas ou rápidas em percursos que totalizaram 2390 quilómetros.

Os condutores dos carros autónomos da Mercerdes-Benz intervieram num número bem superior: 1051 em 2800 quilómetros de viagem – mas apenas 59 intervenções se deveram a ocorrências que terão gerado reações de receio espontâneas.

Os carros da Delphi têm uma “rodagem” bem maior (mais de 26.800 quilómetros) e, por 405 vezes, entraram em ação. Apenas 28 dessas ocasiões terão tido por objetivo evitar eventuais acidentes com peões e ciclistas… e mais de 272 se deveram à incapacidade para reconhecer os traços que limitam as estradas.

Na Volkswagen, há apenas o registo de 260 intervenções humanas em 23.327 quilómetros. A Bosch dá conta de 625 intervenções planeadas em mais de 1500 quilómetros. Apesar de não poder ser tomado como um indicador de sofisticação, o relatório da Tesla destaca-se de todos os outros: nenhuma intervenção humana foi reportada durante os testes realizados nas estradas da Califórnia.

  • 333