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Veniam: a empresa portuguesa que garantiu milhões da Cisco e da Yamaha

A Veniam acaba de garantir 22 milhões de dólares em capital de risco. Barcelona, Singapura, e Nova Iorque são os novos destinos da empresa que cria redes que andam à boleia de automóveis

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Hugo Séneca

Depois do brilharete alcançado com a instalação daquela que será provavelmente a maior rede veicular do mundo, a Veniam dá mais um salto para a ribalta ao anunciar a captação de 22 milhões de dólares (cerca de 20 milhões de euros) de investimento. Com este investimento, a startup que começou a ganhar forma nos laboratórios das Universidades do Porto e de Aveiro e que agora está a expandir o negócio em Silicon Valley passa gerir 24 milhões de dólares (cerca de 21 milhões de euros) de capital de risco. Entre os investidores encontram-se nomes conhecidos como da Cisco, Orange, Verizon e Yamaha.

Em comunicado, a startup fez saber que pretende aplicar o investimento agora captado na expansão de redes veiculares, que são instaladas em veículos citadinos com o propósito de disponibilizar acesso à Internet por Wi-Fi em paralelo com a captação de dados junto de sensores que se encontram dispersos num espaço urbano.

Depois de ter conseguido centrar as atenções dentro e fora de portas com um primeiro projeto que envolve 600 carros (entre eles, 400 autocarros) no Porto, a startup liderada por João Barros aponta baterias para as cidades de Nova Iorque, Barcelona, Londres e Singapura. A startup refere ainda que já fechou contratos em três continentes.

Além do desenvolvimento de um módulo conhecido por Netrider, que permite encaminhar tráfego de dados em movimento, a Veniam parece decidida a explorar comercialmente as redes que vai implementando. Com a entrada de empresas como as poderosas Verizon e Orange não será de estranhar que as soluções da startup portuense comecem a ser exploradas por marcas que operam nas telecomunicações ou na denominada Internet das Coisas

Há seis meses, pouco depois de ter recebido quatro distinções internacionais em seis semanas, João Barros, investigador da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e CEO da startup, explicou em conversa com a Exame Informática o potencial que se perfila com as comunicações entre máquinas: «Há cada vez mais máquinas e objetos conectados. A Internet das Coisas vai permitir lançar vários serviços para empresas que pretendam garantir o controlo de todos estes recursos de forma mais eficiente».

Ed Ruth, responsável pela empresa de capital de risco da Verizon Ventures, confirma, em comunicado, que a Veniam soube criar as ferramentas necessárias que lhe valeram uma classificação entre as 15 melhores empresas wireless do mundo: «Tanto o hardware da Veniam, que permite a conectividade em 4G e 5G de forma ininterrupta, como os seus serviços de cloud trazem grandes vantagens para as empresas privadas e para serviços municipais ao ajudarem a resolver questões essenciais como a segurança e dados de eficiência operacional para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos».

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