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E se a próxima crise do petróleo for definitiva? A culpa é dos carros elétricos

Sérgio Magno

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Valem menos de 1% do mercado, mas a evolução dos carros elétricos é uma séria ameaça às petrolíferas. Ganha o ambiente e as empresas de fornecimento de energia renovável.

Sérgio Magno

O crescimento de vendas dos veículos elétricos tem sido grande… em percentagem. Na maioria dos países, Portugal incluído, os carros e motos sem escape ainda representam menos de 1% do mercado. As razões principais são as conhecidas: preço de aquisição elevado e autonomia limitada. Apesar de os números demostrarem que estes obstáculos podem ser, em larga medida, falsos – o preço de aquisição elevado pode ser compensado pelos custos de utilização muito mais baixos e a autonomia é suficientes para a esmagadora maioria dos percursos –, a verdade é que a maioria dos condutores ainda não está convencida.

No entanto, tudo pode mudar até ao final de 2020 devido à chegada ao mercado de carros de preço médio com autonomias reais bem superiores a 200 ou mesmo 300 km. São as promessas do Chevrolet Bolt, do Opel Ampera-e, do Tesla Model 3 e de uma nova versão do Nissan Leaf. Marcas que não vão ficar sozinhas, já que os grandes fabricantes estão a investir milhares de milhões na evolução dos carros elétricos. Ford, Volkswagen, BMW, Daimler Benz, Porsche… Isto já para não falar dos rumores que vêm da Google e da Apple.

É o que a Bloomberg Business explica de um modo gráfico no vídeo, em inglês, que apresentamos em baixo, onde é demonstrado que a evolução tecnológica como referida (carros elétricos mais económicos e com maior autonomia) pode despoletar uma mudança rápida no mercado, levando a uma crise do petróleo sem retorno. A conclusão da Bloomberg Business é para os investidores e analistas de mercado: levem os carros elétricos a sério e considerem deslocar o investimento do petróleo para as fontes de energia renováveis.