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Terroristas de Paris preferiram usar telemóveis descartáveis em vez de encriptação

Numa altura em que se argumenta que a encriptação ajuda à prática de atos terroristas, ficou a saber-se que os responsáveis pelos ataques de Paris recusaram recorrer a comunicações online e optaram pelo uso de telefones descartáveis.

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Paulo Matos

O The New York Times divulgou novos detalhes sobre os ataques terroristas ocorridos em Paris no mês de novembro. Entre eles está o facto de os criminosos recorrerem consistentemente a telemóveis descartáveis, em vez de encriptação, para se manterem fora do radar das autoridades.

As três equipas responsáveis pelos atos de terrorismo mostraram-se disciplinadas, pois apenas comunicavam através de telefones novos que depois abandonavam ou através de terminais apreendidos às vítimas. Por exemplo, Bilal Hadfi, o mais novo dos terroristas, apenas ativou o seu telemóvel uma hora antes de fazer explodir a bomba que tinha consigo nas imediações do estádio de futebol onde jogava a seleção francesa.

Um dos aspetos que mais surpreendeu as autoridades foi o facto de não se ter encontrado nenhum e-mail ou mensagem de chat em qualquer dos inúmeros telemóveis associados aos terroristas. Isto serve para comprovar que os criminosos sabiam que a comunicação online é regularmente monitorizada pelos serviços de informação, pelo que não tentaram contornar essa situação através de encriptação e preferiram nem sequer usar a Internet.

Toda esta informação provém de um relatório de 55 páginas compilado pela autoridade policial francesa antiterrorista.

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