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Hillary Clinton queria usar um BlackBerry. A NSA recusou e sugeriu este telemóvel

Quando se tornou secretária de Estado em 2009, Hillary Clinton pediu para usar um BlackBerry 8830 igual ao de Barack Obama. A NSA não o permitiu, sendo que o smartphone considerado seguro na época era um Sectéra Edge, que tinha um design robusto e Windows CE como sistema operativo.

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Paulo Matos

Quando se tornou secretária de Estado, durante o primeiro mandato de Barack Obama, Hillary Clinton solicitou à NSA que lhe fosse fornecido um telemóvel igual ao do presidente dos Estados Unidos: um BlackBerry 8830 modificado e com segurança reforçada. Agora foram tornados públicos documentos que mostram que a agência recusou o pedido, alegando questões de segurança e a intenção de reduzir o número de utilizadores de BlackBerry na estrutura governamental.

Como a área política da responsabilidade de Hillary Clinton era particularmente exigente em termos de segurança, a solução mais parecida com um BlackBerry suportada pela NSA implicaria um custo aproximado de 31 mil euros (valor que incluía a customização do dispositivo e as infraestruturas relacionadas com servidores). Hillary Clinton acabou por usar o seu BlackBerry pessoal e a polémica instalou-se quando essa informação foi tornada pública, pois significava que dados críticos do governo norte-americano estavam num servidor privado.

Como realça a ZDNet, para evitar toda esta confusão, bastava a política ter usado a alternativa oficial da NSA: o Sectéra Edge. Parte smartphone, parte PDA, este terminal tinha um sistema operativo com duas décadas – o Windows CE – e estava certificado pela NSA para lidar com informações ultra-secretas. Contudo, o Edge acabou por ser descontinuado no ano passado.