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Talkdesk ganha prémio startup do ano do programa Ativar Portugal

O programa Ativar Portugal distinguiu a startup Talkdesk e a Caixa Capital. O presidente da República apareceu de surpresa no evento.

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Luís Ferreira Lopes, assessor da Presidência, o secretário de estado da Indústria João Vasconcelos, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, João Couto, diretor-geral da Microsoft Portugal durante uma visita aos stands das 40 startup selecionadas pelo Programa Ativar Portugal

Luís Ferreira Lopes, assessor da Presidência, o secretário de estado da Indústria João Vasconcelos, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, João Couto, diretor-geral da Microsoft Portugal durante uma visita aos stands das 40 startup selecionadas pelo Programa Ativar Portugal

PAULO ALEXANDRINO

Marcelo Rebelo de Sousa a dissertar sobre a maioria silenciosa não será propriamente incomum. Pelo contrário, deparar com o recém-eleito presidente da República a falar da «revolução silenciosa» desencadeada pelas tecnologias já assume contornos de novidade. O que não chega sequer para beliscar o à vontade que o ex-comentador político da TVI cultivou nos últimos anos. Mas não foi a única estreia: Marcelo Rebelo de Sousa, que entrou de surpresa na agenda, ficou também responsável pela entrega, esta manhã, do prémio de melhor Startup do Ano do Programa Ativar Portugal de 2015. A Talkdesk, uma startup que tem vindo a crescer em Silicon Valley, ganhou o prémio e mereceu a maior ronda de aplausos do auditório da Microsoft Portugal, em Lisboa.

O programa Ativar Portugal atribuiu ainda o prémio de “Melhor Contributo para o Ecossistema” para entidade de capital de risco da Caixa Geral de Depósitos, que dá pelo nome de Caixa Capital.

Depois do prémio, Marcelo Rebelo de Sousa deu então voz à «revolução silenciosa» que leva a economia portuguesa a mudar de dia para dia. «Dentro de 10 ou 15 anos, o tecido económico mudou», promete o presidente.

João Couto, diretor-geral da Microsoft Portugal, discursou na abertura do lançamento de um novo programa Ativar Portugal e já havia ilustrado o potencial da tal revolução que nem sempre é percetível no que toca a transformar a economia nacional. No ano que passou foram criadas 37.924 novas empresas; e 9.667 novos empregos foram criados no setor das tecnologias. O negócio gerado em torno das startups terá gerado mais de mil milhões de dólares (880 milhões de euros).

Até 2020, a Microsoft acredita que o Programa Ativar poderá ajudar a chegar à criação de 50 mil startups, 130 mil empregos na área da inovação e ainda totalizar valor entre os cinco mil e os 10 mil milhões de dólares (de 4,4 mil milhões a 8,8 milhões de euros).

Os dados apresentados pela Microsoft Portugal confirmam as teses de que o empreendedorismo português está na moda: foram contabilizados 40 scaleups (investimentos de capital de risco acima de um milhão de dólares) de startups. Há mais 24 startup que se iniciaram em Portugal e que estão em vias de se juntar ao exclusivo grupo dos scaleups. No total, estas startups angariaram mais de 166 milhões de dólares (146 milhões de euros), referiu João Couto.

Foi com estes números apurados durante a primeira edição do programa, que João Couto anunciou o lançamento do novo Programa Ativar: no total, são 40 startups que vão poder contar com o apoio da Microsoft, enquanto softwarehouse que disponibiliza conjuntos de ferramentas de produtividade, mas também pode abrir portas dos respetivos clientes ou investidores para os negócios que começam a agora a ganhar forma.

Este ano, o Programa Ativar Portugal vai dar especial relevo à internacionalização das startups. No ano passado, foram apoiadas 100 empresas de base tecnológica. Entre as 40 startups selecionadas, encontram-se fabricantes de submarinos, produtoras de jogos, criadores de lojas que funcionam no Facebook, novos diagnósticos da saúde cardíaca, entre outros projetos.

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