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PT reforça serviços de IoT com exclusividade da Narrownet

A PT apresentou uma nova roupagem nos serviços de telecomunicações para empresas. Internet das coisas é o principal trunfo comercial.

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Hugo Séneca

Regadores que mandam mensagens; contadores da água que comunicam consumos através de redes sem fios PT; e quadros elétricos que permitem enviar leituras e ativar ou desativar ligações elétricas. São objetos do dia-a-dia com algumas adaptações mais futuristas. Para a PT, são os trunfos tecnológicos que prometem uma aposta forte na Internet das Coisas (IoT). A ligar todos estes dispositivos que a operadora apresentou hoje, em conferência de imprensa, há uma rede que, curiosamente, até podem nem ser da PT. A operadora anunciou hoje uma parceria com a NarrowNet, uma empresa do grupo Sigfox que é especializada nas redes de IoT e que começou a operar em Portugal no ano passado. Ao que a Exame Informática apurou à margem do evento desta tarde, a PT é o único operador que pode revender e prestar serviços com a rede da NarrowNet em Portugal (o que não impede que os interessados façam negócio diretamente com a NarrowNet).

«Temos a convicção de que os serviços de IoT que existem hoje necessitam de uma rede que não exija baterias de grande capacidade e que consigam chegar a lugares de difícil acesso», explica João Paulo Cabecinhas, diretor de Produto e Pré-Venda da PT.

A NarrowNet garante a cobertura total do território continental de Portugal com uma rede sem fios que opera nos 868 MHz. As frequências usadas pela NarrowNet apenas suportam comunicações de reduzida largura de banda – mas essa limitação tem uma importância reduzida numa rede que tem como objetivo garantir a cobertura suficiente para ligar máquinas que apenas necessitam de enviar mensagens com alguns KapaBytes.

João Paulo Cabecinha recorda que o standard LTE-M, que foi aprovado recentemente pelas autoridades internacionais com o propósito criar uma alternativa para as comunicações entre máquinas e objetos, só deverá entrar em fase comercial em 2017. E a PT já começou a testar esta nova norma que pretende dotar as redes de telemóveis de uma via tecnológica suficientemente flexível para as comunicações entre “coisas”, mas não pretende desperdiçar os dois anos de espera até à estreia do LTE-M sem fazer negócios com outras tecnologias de IoT. «O mercado é tão grande que vai continuar a haver lugar para as várias tecnologias», refere João Paulo Cabecinhas.

Os serviços de IoT, que foram apresentados como a principal referência da nova cara da PT no que toca ao fornecimento de serviços para o segmento empresarial, deverão contar ainda com uma plataforma de Conectividade Gerida, que permite interatuar com os vários dispositivos conectados à Net, bem como proceder ao tratamento de dados recolhidos ao longo do tempo.

Os custos das soluções de IoT da PT variam consoante o número e o tipo de equipamentos conectados. São três as áreas prioritárias na abordagem ao IoT: agricultura e espaços verdes, eficiência energética e telemetria de água. Além das redes de IoT, a PT mantém a presença nos tradicionais serviços de business process management, telecomunicações e fornecimento de ferramentas de negócio.

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