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Rali de Portugal visto pelos drones

Sérgio Magno

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Acompanhámos a equipa oficial de pilotagem de drones do WRC nas imagens captadas no Rali de Portugal.

Sérgio Magno

Ferdinand Wolf e Andre Becker, respetivamente o piloto e o operador de câmara do DJI Inspire 1 Pro que gravou as imagens do vídeo presente neste artigo

Ferdinand Wolf e Andre Becker, respetivamente o piloto e o operador de câmara do DJI Inspire 1 Pro que gravou as imagens do vídeo presente neste artigo

Os drones chegam a voar a 2,5 metros de distância dos carros de rali

Os drones chegam a voar a 2,5 metros de distância dos carros de rali

A equipa de vídeo do WRC, responsável pelas imagens oficiais do campeonato do mundo de ralis, recorre cada vez mais a drones para registar alguns dos momentos mais apelativos destas provas. O Rali de Portugal não foi exceção.

Além das seis equipas com operadores de câmaras convencionais que seguem, no terreno, o rali, a organização do WRC conta ainda com duas equipas de drones. Regra geral, estas equipas posicionam-se, de modo alternado, em algumas das melhores zonas de cada classificativa, onde se prevê que vão acontecer alguns dos momentos mais espetaculares do rali. Desde modo, enquanto uma das equipadas está a captar imagens, a outra está a preparar a classificativa seguinte.

Em Portugal, fora utilizados drones da DJI, o mais profissional Inspire 1 Pro e o recém-lançado Phantom 4, que se estreou em ralis no nosso país. Os vídeos e fotos captadas por estes aparelhos são depois disponibilizados à equipa de produção constituída por dezenas de pessoas que editam os vídeos que depois são transmitidos um pouco por todo o mundo, via televisão, Internet e app oficial do WRC. O centro de produção de vídeo ficou instalado no Service Park, na Exponor.

«Muito mais polivalente que os helicópteros»

Ferdinand Wolf começou no aeromodelismo com apenas seis anos de idade e já leva «vários anos» a pilotar drones da DJI. Em declarações à Exame Informática, Wolf salienta que «é necessária muita experiência para controlar um drone em ambientes de rali, onde passamos a metros dos carros que circulam a alta velocidade enquanto temos ainda de nos preocupar com obstáculos como árvores e, é claro, garantir a segurança dos espectadores». Alias, garante Wolf, «nunca se deve voar sobre grupos de pessoas». Para este piloto, a evolução da tecnologia nos últimos anos «veio facilitar e muito a captura de imagem em situações mais complexas», dando como exemplo «a velocidade, a estabilidade e a qualidade de imagem que conseguimos com um Inspire 1 Pro seriam inimagináveis há alguns anos». Aliás, em regra, cada drone é controlado por duas pessoas: o piloto, que se preocupa apenas com o movimento do aparelho, e o operador de câmara. Para o efeito são usados dois comandos, um para o drone e outro para controlar a câmara que pode ser movida sobre os três eixos.

Questionado sobre as diferenças entre os drones e os helicópteros, Ferdinand Wolf não tem dúvidas em apontar várias vantagens aos primeiros: «são muito mais económicos de operar, mais seguros e permitem imagens de maior proximidade, o que resulta em planos muito mais apelativos. No global, os drones são muito mais polivalentes que os helicópteros».

Em direto

As imagens captadas pelos drones no terreno não são normalmente usados nas transmissões em direto para as televisões. «Seria possível, mas isso exigiria meios no terreno que ainda não temos», referiu Wolf. No entanto, as imagens em direto têm sido utilizados em situações específicas, como foi o caso da prova que decorreu no circuito urbano no Porto. As imagens captadas pelo Inspire 1 foram transmitidas em direto para app oficial do WRC. Isto é possível porque o drone da DJI inclui tecnologia de stream de vídeo em alta definição através de uma saída disponível no comando remoto.

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