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Escolas públicas podem vir a testar testes em computadores

Mais de 2500 alunos estrearam-se na terça-feira a realizar testes de português em computadores. Na quinta-feira foi a vez da matemática. Projeto-piloto iniciado por colégios privados pode abrir caminho a iniciativa similar no ensino público.

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Hugo Séneca

Alunos de 41 colégios privados realizaram na terça-feira e quinta-feira os primeiros testes por computador. Em breve, esta modalidade de testes poderá vir a estender-se ao ensino público, noticia o Público com base em declarações recolhidas junto do Instituto de Avaliação Educacional (IAVE).

Helder Sousa, presidente do IAVE, admite o interesse em introduzir os testes em formato eletrónico no ensino público durante a realização das provas de aferição. O Ministério da Educação afirma estar atento à experiência levada a cabo no ensino privado, mas faz questão de distinguir o recurso a computadores da realização de provas de âmbito nacional.

A realização de testes por computador nos colégios privados resulta de uma iniciativa da Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (Aeep). A associação que representa os colégios decidiu apostar numa prova comum e de avaliação externa para acompanhar o desempenho dos alunos em final dos dois primeiros de ciclos de ensino. No ensino público, existem três provas de aferição – mas são realizadas no terceiro, quinto e oitavos anos de escolaridade. Os exames nacionais, realizados em final de ciclo, foram extintos, numa inversão de uma medida tomada pelo executivo de Passos Coelho.

O projeto-piloto levado a cabo nos 41 colégios abrangeu mais de 2500 alunos. Além dos computadores, cada aluno pode usar caneta e papel.

Os mentores deste projeto, que teve o apoio da HP, admitem que a realização de provas online pode exigir um investimento em equipamentos e software (as escolas que participaram na iniciativa tiveram de comprar 200 computadores) Mas também lembram que há benefícios diretos, como a poupança de papel, a possibilidade de fazer correções automáticas de parte do teste, flexibilidade na escolha das perguntas que evita a contratação de peritos, e eliminação dos custos relacionados com o envio das provas para os locais dos exames.

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