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E se a Infraestruturas de Portugal lançar uma app de navegação para o público?

TomTom, Here Maps e AND mostraram interesse em ter acesso à plataforma de dados georreferenciados da Infraestruturas de Portugal. Em 2017, a plataforma deverá ficar disponível para o público.

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Hugo Séneca

Luís Alexandre Correia, diretor do Departamento de Redes da Infraestruturas de Portugal (IP), tem o ecrã do computador preenchido com 26.000 quilómetros de rodovia e 3.600 quilómetros de ferrovia. Aponta o rato ao acaso e clica: «Com esta solução consigo saber em que ponto preciso me encontro e qual a entidade que é responsável por aquele troço de estrada».

Hoje, a plataforma SIG Empresarial da IP, com mais de 1500 camadas de informação, apenas pode ser usada por profissionais da IP. Em 2017, a IP deverá lançar uma ferramenta que disponibiliza ao público parte da informação que se encontra agregada nesta plataforma. Não se pode dizer que seja uma solução típica de navegação, mas essa é uma possibilidade tecnicamente viável, refere o especialista da IP: «Era possível lançar uma solução de navegação da IP, mas essa é uma decisão estratégica que não me cabe a mim tomar», acrescenta Luís Alexandre Correia, numa alusão ao facto de só a liderança da IP ter o poder decidir uma hipotética entrada no segmento das aplicações de navegação.

O especialista em sistemas de informação geográfica garante que não há em Portugal outra plataforma de localização tão completa quanto aquela que dá pelo nome de SIG Empresarial da IP. E admite mesmo que na Europa também não haja uma ferramenta tecnológica com tanta informação. Cadastro imobiliário, condicionamentos, tráfego e congestionamentos das estradas geridas diretamente pela IP e também daquelas que são concessionadas e subconcessionadas, qualidade da linha ferroviária e atrasos nos comboios, localização de mais de 400 mil sinais de trânsito – a lista de camadas de informação da plafatorma da IP é extensa e já despertou o interesse dentro e fora de portas: «TomTom, Here Maps e AND já mostraram interesse nesta plataforma. Em breve poderemos ter novos contratos para anunciar», acrescenta Luís Alexandre Correia.

O responsável da IP acredita que, apesar da grande dimensão, o repositório de dados georreferenciado pode ainda crescer: «É uma solução dinâmica, que permite integrar imagens e informação dos profissionais da IP».

A SIG Empresarial da IP é desenvolvida com base num software da ESRI, que permite integrar informação e módulos tecnológicos de várias proveniências. Nas fontes do repositório, encontram-se o Centro de Informação Geoespacial do Exército, a Direção Geral do Território, entre ortofotomapas e planos de ordenamento de vários institutos públicos, e algumas empresas que já têm produtos comerciais na área dos mapas.

Luís Alexandre Correia recorda que a plataforma da IP também pode usar dados e ferramentas de algumas plataformas que já disponibilizam serviços de navegação, «acrescentando informação que outros não têm». Aparentemente, a informação exclusiva de outrora já começou a produzir efeitos: hoje, há mais de 40 empresas que já interagem com a plataforma geográfica da IP.

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