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Lisboa: vem aí uma hackaton para dar uso aos dados da cidade

Mais de 80 startups já se inscreveram numa hackaton que pretende selecionar oito a 10 projetos capazes de criar novos serviços e aplicações a partir do repositório de dados da capital

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Hugo Séneca

No dia 1 e 2 de julho terá lugar uma hackaton para promover o uso dos dados disponibilizados pelo projeto Smart Open Lisboa (SOL). A iniciativa destina-se a startups que pretendam criar serviços, aplicações ou conteúdos a partir dos dados fornecidos livremente por mais de 30 entidades que participam neste repositório aberto.

Hoje, numa reunião com jornalistas, os responsáveis pela iniciativa SOL informaram que o prazo de candidaturas só deverá fechar a 27 de junho, mas já contam com mais de 80 startups inscritas. Durante a hackaton deverão ser selecionados entre oito e 10 startups que vão, em setembro, participar num programa de aceleração.

«Não vamos desligar os projetos quando acabar esta iniciativa. A ideia é que estes projetos passem a fazer parte do ADN da cidade de Lisboa», explica Paulo Soeiro Carvalho, responsável pela Direção Municipal de Economia e Inovação (DMEI) da Câmara Municipal de Lisboa.

Além do município, que funciona como o polo agregador, o SOL conta com mais cinco entidades com estatuto de fundadoras: a PT, a Cisco, a Turismo de Portugal, e a Startup Lisboa. Serão estes membros fundadores os responsáveis pela seleção das fontes e pela qualidade da informação que é cedida às startups. As empresas que pretendam criar novos serviços deverão apresentar propostas inseridas a desafios apresentados no âmbito de quatro temáticas: mobilização da população; mobilidade; sustentabilidade; e turismo.

O SOL pretende usar Lisboa como um laboratório vivo para a implementação de serviços e produtos inovadores – mas não impede que as iniciativas bem sucedidas sejam expandidas para outras cidades do País. E essa mescla de inovação e localização também terá contribuído para a participação de empresas como a PT e a Cisco neste projeto que dados abertos. «Queremos ser o parceiro tecnológico das autarquias e das cidades», sublinha Carlos Sá Carneiro, responsável pela área de New Business da PT. A participação Cisco, é a experiência acumulada com projetos de Internet das Coisas e gestão de equipamentos urbanos com nove das maiores cidades europeias que serve de principal trunfo para a participação no SOL.

«Não basta ter inteligência nos sistemas de automação. Tem de haver uma plataforma em que a rede tem um papel essencial», defende Rui Fernandes, diretor de Tecnologias da Cisco Portugal, numa alusão ao papel que as redes sem fios podem ter na captação de dados da população ou dos múltiplos sensores dispersos pela cidade.

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