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Juncker pede revisão das normas de roaming

Presidente da Comissão Europeia quer agradar aos clientes e aos operadores de telecomunicações. O fim do roaming na Europa está marcado para meados do próximo ano.

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A Comissão Europeia retirou as propostas que aboliriam as taxas de roaming no próximo ano, depois de receber algumas críticas de que devia ser feito mais em favor dos clientes das operadoras. A indústria das telecomunicações já se tinha queixado de que as normas propostas seriam incomportáveis, na medida em que se define um conceito de uso responsável da rede. Os clientes que estivessem na União Europeia até 90 dias interpolados ou 30 dias consecutivos não teriam de pagar qualquer taxa de roaming, ficando os custos das suas comunicações a cargo da sua operadora, explica a Reuters.

Esta proposta é considerada demasiado permissiva, na medida em que o cidadão europeu médio passa 12 dias por ano fora do seu país. Os grupos que representam as operadoras, como a APRITEL, a GSMA ou a ETNO, consideram que 90 dias é um período demasiado longo e que seria demasiado complexo, quer para os clientes, quer para as empresas. Em causa está também a discrepância de valores cobrados pelas operadoras umas às outras em todo o espaço europeu.

Jean Claude Juncker não terá visto a proposta antes de ela ser apresentada publicamente, mas recebeu agora o feedback e solicitou aos legisladores que fizessem uma revisão. O comissário Alexander Winterstein insistiu que, apesar dos comentários negativos, «as taxas de roaming vão desaparecer por completo em junho de 2017. Ponto final».