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Uso de Internet em roaming cresce 138% num único trimestre

ANDREAS SOLARO, Getty Images

O mais recente relatório trimestral da Anacom confirma que a descida dos tarifários de roaming imposta pela Comissão Europeia tem vindo a produzir efeito. Meo lidera com o dobro dos cartões SIM da Nos. Faturação dos maiores operadores caiu no segundo semestre de 2016.

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A diretiva que visava reduzir os custos de roaming nas comunicações móveis da UE poderá vir a ser revista como o Comissário Europeu Jean-Claude Juncker já anunciou, mas essa hipotética revisão não impede essa mesma medida de produzir resultados, como se confirma pelos mais recentes números da Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom): no segundo trimestre de 2016, o volume do tráfego gerado por portugueses em viagem por países da UE cresceu 138,2% - o que corresponde a mais do dobro do valor registado no período homólogo em 2015. O crescendo do volume de tráfego foi também acompanhado pelo aumento do número de sessões, que registaram um crescimento de 8,8% na comparação entre os segundos trimestres de 2015 e 2016.

«Esta evolução do tráfego de roaming foi influenciada, entre outros fatores, pela entrada em vigor em 30 de abril de 2016 das novas regras que reduziram os preços do roaming no Espaço Económico Europeu», refere o comunicado da Anacom.

As comunicações de voz efetuadas por portugueses em trânsito pela UE também revelam um crescimento: 18,5% face ao segundo trimestre de 2015.

Igualmente em ascensão estão as comunicações de roaming com cidadãos da UE de passagem por Portugal: «Em termos homólogos, o tráfego de roaming in aumentou 14,7%, 21,1% e 13% em chamadas, minutos e mensagens, respetivamente. Registaram-se igualmente aumentos significativos do tráfego de Internet (mais 166,7% em termos de número sessões e mais 141,7% em termos de tráfego em GB, em termos homólogos)», informa a Anacom.

Como costuma suceder em todos os trimestres, a Anacom dá ainda a conhecer as quotas de mercado dos operadores móveis portugueses: A Meo conta com 44,1% dos cartões SIM em atividade, enquanto a Nos tem pouco mais de metade, com 22,4% (mas é a operadora que revela maior crescimento). A Vodafone ficou em segundo lugar com 32% de quota de mercado.

O mercado das comunicações móveis faturou 678 milhões de euros entre janeiro e junho passados. O que corresponde a uma perda de 7,6% face ao primeiro semestre de 2015 (com uma faturação total de 733 milhões de euros). A receita média mensal por assinante não foi além dos 8,9 euros. Na primeira metade de 2015, a receita média por assinante estava fixada em 9,5 euros.

No que toca à penetração das redes de telemóveis, há ainda a destacar a existência de 163 estações móveis (designação que agrega telemóveis, tablets, dispositivos industriais entre outros dispositivos) para cada centena de habitantes. O rácio de uso dessas estações móveis é um pouco diferente: o segundo trimestre de 2016 fechou com a contabilização de 123,2 estações móveis em atividade por 100 habitantes.

«No 2º trimestre, o número de cartões SIM atingiu 16,9 milhões, das quais 12,7 milhões (75,6% do total) foram efetivamente utilizadas. Excluindo os tablet/PC e os cartões associados a comunicações Machine-to-Machine (M2M), o número de cartões ativos e efetivamente utilizados foi de 11,5 milhões, menos 0,6% do que no trimestre anterior e menos 1,6% do que no período homólogo», refere a Anacom.

Em junho foram contabilizados 5,8 milhões de utilizadores de banda larga móvel.

A Anacom refere ainda uma tendência para a diminuição dos tarifários pré-pagos, devido à expansão dos pacotes de serviços que agregam rede fixa e rede móvel. O segundo trimestre de 2016 terminou com 49,1% de tarifários pré-pagos nos telemóveis usados pelos portugueses.

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