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Pixels Camp: o que fazem mil geeks fechados numa sala durante três dias?

Celso Martinho prepara-se para pôr o Pixels Camp em andamento

José Caria

Entre 6 e 8 de outubro, a Lx Factory vai albergar mais de mil aficionados das tecnologias. No Pixels Camp, há palestras e jogos, mas é o concurso de programação que tem maior protagonismo.

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Não há como negar: o Celso Martinho do Sapo CodeBits é o mesmo Celso Martinho do Pixels Camp. Vistas bem as coisas: os dois eventos poderão não ser mais do que a evolução no tempo do mesmo festival de tecnologias: o Sapo Codebits acabou por decisão estratégica da PT; Celso Martinho, o cérebro que criou o Sapo nos anos 1990 e que funcionou como mentor e mestre de cerimónias do Sapo Codebits, também já não está na PT. Agora, é o líder da aceleradora Bright Pixel – e vai retomar a batuta dos eventos que juntam geeks e outros seres humanos que gostam de tecnologias durante uma jornada de programação, concursos e palestras em três dias de regime “non-stop”. O tiro de partida está agendado para a Lx Factory, em Lisboa, às 9h00 de quinta-feira. Não adianta procurar uma entrada de última hora: os mil aficionados das tecnologias já foram selecionados.

Celso Martinho não tem pruridos em falar da «recuperação do formato» de um evento que, já na versão Codebits, não tinha por objetivo funcionar na lógica do recrutamento, mas privilegia a proximidade entre empresas consolidadas e jovens com potencial: «O objetivo é celebrar o talento das tecnologias e criar um espaço que permita experienciar a criatividade, ao mesmo tempo que permita identificar pessoas, equipas ou ideias que possam ser agarradas para levar para outro patamar».

Há 14 empresas com nome no mercado que investiram no evento, mas o mentor da PixelsCamp faz questão de tirar as dúvidas: «este não é um evento de recrutamento». O concurso de programação e desenvolvimento de potenciais e serviços e tecnologias deverá funcionar como a trave mestra – e poderá funcionar como o filtro necessário para identificar pessoas talentosas ou o negócios que vão dar que falar no futuro. E por isso os participantes, que não terão de pagar pelos ingressos, foram selecionados: «Queríamos escolher mil pessoas talentosas, mas interessadas em participar». Celso Martinho aponta um número redondo para o concurso de ideias, que até poderão ser desenvolvidas por equipas formadas no momento, consoante a empatia dos participantes: «Esperamos a apresentação de cerca de 100 ideias».

As melhores ideias deverão ser anunciadas e premiadas no sábado, mas a prova final até poderá estar reservada para o que se segue às noitadas no Lx Factory: «não queremos que o evento morra ao cabo de três dias. Queremos dar vida aos projetos que aqui são apresentados», explica o mentor do PixelsCamp.

Em paralelo, haverá ainda tempo para aprender e trocar ideias: o espaço ocupado na Lx Factory deverá contar com quatro palcos que vão contar com mais de 90 palestras. Concursos de culinária e degustação de comida picante, consursos de quizz e segurança eletrónica compõem a lista de atrativos. Em jeito de motivação para os participantes, Celso Martinho recorda: «algumas pessoas começaram a vir a estes eventos há 10 anos como estudantes e hoje são líderes de empresas e estão aqui como oradores».

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