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Carregamento de carros elétricos deixa de ser grátis em “fevereiro ou março”. Preços até três euros

O ano de 2016 deverá fechar com 35 postos de carregamento rápido e 5000 carros elétricos nos País. Ministro do Ambiente confirma que as concessionárias que vendem combustível não têm facilitado a integração de postos da rede de mobilidade elétrica

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EDP, Mobilectric e Prio repartiram entre si os lotes a concurso para a instalação de 14 pontos de carregamento rápido nas maiores cidades portuguesas. A Mobilectric saldou-se como a principal vencedora deste concurso, garantindo oito lotes; a EDP não foi além de cinco e a Prio ficou com um. Mas além das marcas que vão dominar estas “estações de serviço 2.0”, há uma novidade tão o mais importante a registar: o carregamento rápido vai deixar de ser gratuito ainda durante o primeiro trimestre de 2017. As empresas que garantiram os lotes a concurso na rede Mobi.e vão poder cobrar entre 1,5 e três euros pelo carregamento das baterias de um veículo.

«O investimento que as empresas estão a fazer nos carregadores rápidos tem a nossa garantia de que os carregamentos passarão a ser cobrados», explica João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente, em declarações ao Público.

Os pontos de carregamento rápido que foram distribuídos neste concurso terão de ser instalados até 8 de janeiro, para dar início a um período de testes. Terminado esse período de testes, as três empresas poderão passar a cobrar entre 1,5 e três euros pelo carregamento rápido de baterias. Os carregamentos pagos deverão arrancar entre fevereiro ou março, garante o ministro do ambiente.

Matos Fernandes admite que o número de pontos de carregamento possa aumentar em breve com a instalação de mais oito locais devidamente apetrechados ao longo das autoestradas que ligam Lisboa e Porto. Esta eventual expansão está dependente da forma como as concessionárias de carregamento rápido e as concessionárias de combustíveis poderão vir a superar potenciais diferendos.

O ministro do Ambiente admite que as concessionárias que abastecem os carros movidos a combustão ainda encaram a rede de mobilidade elétrica como «potencial concorrente» – o que poderá levar a enveredar pela instalação dos postos de carregamento de carros elétricos junto às estradas nacionais sempre que se revelar impossível um acordo para a instalação dos carregadores nas estações de serviço que já operam nas autoestradas.

A expansão da rede Mobi.e promete levar o carregamento de carros elétricos para um novo patamar – mas confirma que as projeções do Governo, que pretendia fechar o ano com 50 postos de carregamento rápido não serão cumpridas. Com o novo concurso haverá apenas 35 postos de carregamento rápido operacionais no País. De acordo com a Associação de Utilizadores de Veículos Eléctricos (UVE) há entre 4500 e 5000 carros elétricos em circulação no País.

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