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Yahoo: crónica de uma demissão de CEO previsível

Cindy Ord

Ao contrário do que chegou a ser anunciado, o portal Yahoo não deverá mudar a denominação para a Altaba. CEO da Yahoo sai sem conseguir inverter perdas

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Marissa Mayer está de saída da Yahoo. A demissão, que se tinha tornado cada vez mais previsível depois dos resultados menos bem-sucedidos e dos escândalos de segurança, foi dada como certa ontem à noite.

A nova CEO deverá sair aquando da conclusão da compra da marca histórica da Internet pelo operador de telecomunicações Verizon. A aquisição deverá ficar concluída no primeiro trimestre de 2017, caso obtenha a aprovação das autoridades reguladores dos EUA.

Depois de uma primeira demonstração de interesse em manter-se para lá da transação, Marissa Mayer deverá acabar por abandonar a direção do portal, que deverá começar a ser integrado no também histórico AOL.

Marissa Mayer entrou no Yahoo em 2012 – e ficou aquém das perspetivas dos investidores. A executiva tinha como objetivo recuperar o papel de liderança que o portal granjeou na época das dotcoms (final dos anos 1990 e início do milénio). Em 2016, os prejuízos chegaram a 4,4 mil milhões de dólares (4,1 mil milhões de euros) – um “rombo” que deverá incluir a pouco proveitosa compra do Tumblr por mil milhões de dólares (943 milhões euros). Também no ano passado, soube-se de duas falhas de segurança recordistas, que terão sido exploradas em 2013 e 2014: numa das falhas, os intrusos terão logrado desviar as credenciais de mais de 500 milhões de utilizadores; noutra das falhas o cibercriminosos acederam a passwords de mais de mil milhões de utilizadores dos diferentes serviços da Yahoo.

De acordo com o The Guardian, a marca Yahoo vai continuar a ser usada para designar o portal e os diferentes serviços disponibilizados na Internet. Ao contrário do que foi posto a circular numa primeira vaga de notícias, o histórico portal não vai mudar a denominação para Altaba. Esta denominação apenas deverá ser usada para denominar a companhia e os investimentos que fez noutras empresas (Alibaba na China, e Yahoo Japão), revela o Wall Street Journal.

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