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A Nos quer criar smart cities. E a Câmara de Lagoa quer gerir uma smart city

Manuel Eanes, da Nos, e Francisco Martins, da Câmara de Lagoa, no momento da assinatura de protocolo

Depois de Oeiras, é a vez da Câmara de Lagoa passar a usar uma plataforma de gestão de equipamentos e sensores urbanos fornecida pela Nos.

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A Nos assinou hoje um protocolo com a câmara municipal de Lagoa, distrito de Faro, que prevê a instalação de tecnologias que prometem reduzir custos e tornar mais eficaz a gestão de diferentes equipamentos urbanos. O município de Lagoa é o segundo a aderir à iniciativa da Nos com o propósito de instalar ferramentas que facilitam a gestão dos diferentes espaços públicos.

«O nosso conselho está geograficamente bem colocado, mas tem problemas na eficiência energética e a distribuição de água tem perdas de 48%. Contamos investir cinco milhões de euros nos próximos cinco anos em projetos relacionados com a instalação de sensores, na monitorização da frota de carros do lixo ou contadores inteligentes. Vários destes projetos já estavam a ser implementados, mas faltavam-nos parceiros com conhecimento», refere Francisco Martins, presidente da Câmara de Lagoa.

Com o acordo celebrado esta manhã, o município de Lagoa descobriu o parceiro «com conhecimento» que faltava. «Em vez de várias plataformas espalhadas, vamos concentrar tudo numa plataforma central. Não podemos estar à espera das reclamações da população. Com todos os sistemas integrados numa plataforma, podemos saber tudo o que está a acontecer em tempo real… além de disponibilizarmos uma solução que permite a interação com os munícipes, que podem enviar fotos (para queixar ou alertar para os problemas detetados no conselho)», refere o presidente da câmara de Lagoa.

Durante dois anos o município algarvio deverá funcionar como laboratório das tecnologias usadas pela plataforma Smart Cities, da Nos. «Basta fazer as contas aos ganhos com distribuição de água e de energia para perceber que todos estes investimentos vão ter ganhos. Contamos que o retorno destes investimento possa ser alcançado dentro de três a cinco anos», refere Francisco Martins.

Para a Nos, o protocolo agora assinado perfila-se como uma oportunidade para reforçar o posicionamento num segmento que tem vindo a ser cada vez mais disputado pelos operadores de telecomunicações. Em 2016, a Vodafone fez da aldeia do Sabugueiro, Serra da Estrela, um demonstrador de tecnologias que facilitam a gestão de infraestruturas no dia-a-dia. No passado verão, a PT anunciou ou lançamento de uma plataforma de Internet das Coisas (IoT), que pretende funcionar como principal atrativo para empresas e entidades camarárias e governamentais na gestão de recursos geograficamente dispersos. A Nos preferiu apostar na celebração de protocolos com autarquias – tendo Oeiras como principal pioneira, devidamente anunciada em 2016.

«A solução que vai ser instalada em Oeiras e Lagoa ainda é uma solução parcial para o suporte a cidade inteligente. Queremos reforçar o diálogo com os municípios para saber como é que este modelo pode ser vir a ser implementado», explica Manuel Ramalho Eanes, administrador da Nos.

Através das parcerias agora assinadas, a Nos pretende acrescentar aos tradicionais serviços de telecomunicações o valor acrescentado de uma plataforma que permite manter contacto permanente com os vários equipamentos urbanos. Para abrir caminho neste segmento, a Nos assinou um acordo com vários fornecedores de tecnologias (cujas marcas não são referidas).

Manuel Ramalho Eanes recorda que a Nos pretende expandir estes acordos para vários municípios, que poderão usar a plataforma das Smart Cities com as devidas adaptações, que permitem ter em conta os equipamentos existentes e as características de cada conselho. «Se amanhã aparecerem 10 municípios a dizerem que querem uma solução similar, diremos que sim», acrescenta o responsável da Nos.

Manuel Ramalho Eanes aponta três mais-valias que poderão levar mais autarquias a enveredar por protocolos com a Nos para a área das cidades inteligentes: «há o benefício direto da resolução dos problemas; há uma visão integradas das diferentes infraestruturas; e passa a haver uma gestão otimizada dos recursos».

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