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Verizon avança com programa de abandono compulsivo de Galaxy Note 7

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Qual a principal diferença entre um Galaxy Note 7 e um tijolo? Na Verizon, a resposta já está em prepararação: ao contrário do tijolo, o Galaxy Note 7 vai permitir fazer chamadas para o número de telefone de emergência e para os serviços de assistência da operadora de telecomunicações dos EUA. Tirando isso, o telemóvel da Samsung poderá não ter muito mais utilidade que um tijolo – pelo menos, é essa a expectativa de Verizon que acaba de confirmar um programa que pretende obrigar os milhares de utilizadores que, apesar de todos os avisos de segurança, se recusaram a devolver os respetivos Galaxy Notes 7. A Verizon também admite passar a cobrar aos clientes o reembolso dos valores de compensação (100 dólares de crédito para compras) e do preço da máquina que já foi creditado nas contas dos consumidores.

Sem indicar um número preciso, a Verizon refere apenas que há «milhares» de consumidores que não só encontraram forma de evitar o upgrade fatal, como também não devolveram o Galaxy Note 7, ignorando todos os apelos e incentivos.

Segundo a Forbes, a Samsung terá conseguido recolher 93% dos Galaxy Note 7 que haviam sido vendidos nos EUA desde a estreia no verão passado.

«Apesar dos nossos esforços, ainda há consumidores a usar os telemóveis que foram alvo de recolha e que não devolveram nem trocaram os seus Note 7 no ponto de venda», refere fonte institucional da Verizon, quando inquirida pela Forbes, aproveitando para deixar um apelo: «Os Note 7 que foram alvo do processo de recolha põem em risco a segurança dos nossos clientes e das pessoas que os rodeiam».

Depois de um programa levado a cabo com os operadores móveis que previa a distribuição de upgrades que bloqueavam os telemóveis e impediam o carregament da bateria, a Verizon decidiu avançar com uma medida mais drástica que direciona para os serviços de assistência todas as chamadas telefónicas de utilizadores que se negam a devolver estes perigosos terminais nos pontos de venda.

De acordo com a Reuters, que questionou fontes próximas do processo, a falha que origina o incêndio dos Note 7 deverá dever-se às baterias – mas ao contrário do que chegou a ser aventado inicialmente, não serão as reduzidas dimensões dos chassis a causa dos incêndios.

No dia 23 de janeiro, a Samsung dará a conhecer um relatório com as causas principais das falhas que provocam os incêndios deste phablet.

Com o Galaxy Note 7, a Samsung deu um passo importante para criar um dos telemóveis mais potentes que alguma vez passaram pelos escaparates das lojas, mas o projeto acabou por revelar-se um enorme fiasco, devido aos vários casos de incêndio e explosão detetados. Mais de 2,5 milhões de terminais foram recolhidos à escala global.

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